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O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, informou esta quarta-feira que quase metade das habitações localizadas nos concelhos mais atingidos pelas recentes intempéries não estava protegida contra tempestades ou inundações. Segundo dados apresentados, já foram reportados 114 mil sinistros, dos quais foram pagos 42 milhões de euros pelo setor segurador.
Em audição no contexto das requerimentos do Chega e do PS, o responsável acrescentou que, com base em estimativas de resseguradores internacionais, os danos segurados podem chegar a 600 milhões de euros, distribuídos em cerca de 40% para habitação, 24% para comércio e 36% para indústria.
Sobre a resposta do setor, o presidente da ASF sublinhou: “O setor assumiu o compromisso com o Governo de ter 80% das peritagens efetuadas nos 15 dias após a participação do sinistro”. Cerca de 900 peritos estão atualmente no terreno, e os dados indicam que “87% dos sinistros foram objeto de peritagem em menos de 15 dias após a data da participação”, sendo que cerca de 20 mil sinistros já foram totalmente regularizados ou receberam adiantamentos.
As tempestades Kristin, Leonardo e Marta provocaram direta e indiretamente 18 mortes em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. Entre os estragos materiais, destacam-se a destruição parcial ou total de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, corte de energia, água e comunicações, inundações e bloqueios de estradas, escolas e transportes.
As regiões mais atingidas foram Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.