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Uma jovem de 16 anos terá sido abusada sexualmente durante cinco anos pelo irmão mais velho, com o consentimento dos pais, em Lisboa, revela a Polícia Judiciária em comunicado.
"No seio de uma família aparentemente estruturada, composta pelo casal e dois filhos, com idades próximas, ocorreram inúmeros crimes sexuais, ao longo de cinco anos", pode ler-se.
Durante a infância, os filhos do casal, conviveram naturalmente como irmãos. Até que na altura da pandemia por Covid-19, quando a menina tinha apenas 10 anos, o irmão de 14 "começa a sujeitá-la a práticas sexuais, contra a sua vontade, abusos que se replicaram ao longo do tempo."
Aos 12 anos, a menor revelou aos pais os factos sofridos, mas estes conformaram-se com a situação e não cumpriram com o seu dever legal de protege-la e impedir as agressões, que perduraram até dezembro de 2025.
A menina a partir daí sofreu em silêncio e cresceu em contexto de abuso sexual intrafamiliar. Aos 16 anos apresenta consequências diretas ao nível da sua saúde mental.
A queixa foi feita à PJ, por parte da escola, onde os crimes foram descobertos.
De imediato, foram iniciadas diligências investigatórias, com especial enfoque na proteção da vítima, tendo sido detidos os três autores dos crimes.
Foram recolhidas provas da prática dos crimes diretamente pelo irmão e, indiretamente pelos pais, "que tinham capacidade efetiva de evitar as sucessivas agressões".
Os detidos serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das devidas medidas de coação.