A circulação de comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte, que liga Lisboa ao Porto, está suspensa esta quarta-feira devido ao mau tempo. Registam-se ainda perturbações em várias outras linhas ferroviárias.
A CP – Comboios de Portugal informou que, “até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular” na Linha do Norte, não estando igualmente prevista a realização de comboios Intercidades durante todo o dia.
Na mesma linha, mantêm-se em funcionamento os serviços Regionais entre:
Entroncamento e Soure;
Coimbra, Aveiro e Porto;
Tomar e Lisboa.
Várias linhas com circulação suspensa ou condicionada
A circulação ferroviária encontra-se também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda.
Há ainda constrangimentos:
Linha de Cascais – alterações de horários (a CP recomenda a consulta do site oficial);
Linha da Beira Alta – o serviço Intercidades entre Coimbra-B e Guarda realiza-se com material circulante diferente do habitual;
Linha do Douro – circulação suspensa entre Régua e Pocinho;
Linha do Oeste – circulação suspensa;
Urbanos de Coimbra – serviço suspenso;
Comboio Internacional Celta – não se prevê a sua realização.
Infraestruturas de Portugal confirma troços interrompidos
A Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em vários troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste.
Entre os novos condicionamentos registados estão:
suspensão entre Ródão e Sarnadas (Linha da Beira Baixa);
suspensão entre Oliveira de Azeméis e Pinheiro da Bemposta (Linha do Vouga).
Mantêm-se igualmente suspensos:
Linha de Sintra – via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;
Linha de Cascais – via ascendente entre Algés e Caxias;
Linha do Norte – entre Alfarelos e Formoselha;
Linha do Douro – entre Régua e Pocinho;
Linha do Oeste – entre Mafra e Amieira;
Concordância de Xabregas – entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação de Chelas.
Impacto das depressões
Segundo a IP, estas perturbações resultam das condições meteorológicas adversas registadas desde 28 de janeiro, associadas à depressão Kristin, com impacto na infraestrutura devido a inundações, queda de árvores e detritos.
A empresa sublinha que as ocorrências têm afetado a exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para garantir a reposição das condições de segurança e regularidade. As equipas encontram-se no terreno a desenvolver esforços para normalizar a circulação “com a maior brevidade possível”.
Desde 28 de janeiro, a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou 15 mortos em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados.
Entre os principais danos registam-se:
destruição total ou parcial de habitações e empresas;
queda de árvores e estruturas;
encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte;
cortes de energia, água e comunicações;
inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que podem atingir 2,5 mil milhões de euros.