Mau tempo. Mais de 90% dos cortes de estradas já foram resolvidos

Para os troços ferroviários ainda a repor, a CP - Comboios de Portugal disponibiliza transbordo rodoviário alternativo a partir do dia 16 de março.
Mau tempo. Mais de 90% dos cortes de estradas já foram resolvidos

A Infraestruturas de Portugal (IP) já repôs a circulação em mais de 300 estradas cortadas devido às tempestades que assolaram Portugal no início do ano. Restam apenas cerca de 30 interrupções ainda por resolver, sobretudo nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Viseu.

"Para garantir a resposta a estes eventos meteorológicos extraordinários que tiveram impacto praticamente em todos os pontos da rede ferroviária e rodoviária, a IP mobilizou todas as suas equipas e prestadores de serviço, tendo o dispositivo atingido cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados", de acordo com o comunciado oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação. Para acelerar os trabalhos, o Governo disponibilizou uma verba extraordinária de 400 milhões de euros, destinada à recuperação de estradas e ferrovia afetadas pelas tempestades.

Foram registadas mais de 4.200 ocorrências nas redes rodoviária e ferroviária nacionais, com uma média de 200 intervenções diárias, incluindo desobstrução de vias, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e medidas de segurança.

No setor ferroviário, quase todas as ligações foram repostas, exceto a Linha do Oeste, a sul das Caldas da Rainha, e a Linha da Beira Baixa, entre as estações Mouriscas A e Rodão. Para estes troços, a CP - Comboios de Portugal disponibiliza transbordo rodoviário alternativo a partir do dia 16 de março.

“Nunca é demais lembrar, como fiz no terreno na altura, em várias ocasiões, que enquanto o país enfrentava os efeitos das tempestades, equipas de homens e mulheres trabalharam sem descanso para repor serviços, garantir segurança e devolver normalidade às populações afetadas que, de forma discreta mas absolutamente essencial, garantiram a recuperação do país, a abertura de estradas e vias ferroviárias, no fim, permitiram o regresso gradual à normalidade", destacou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz. "A todas essas pessoas, o nosso profundo agradecimento", terminou.

Um dos casos mais emblemáticos foi o colapso da A1, na zona do viaduto de Casais, em Coimbra, cuja circulação foi totalmente reposta em apenas 15 dias, graças a trabalhos contínuos 24 horas por dia.

O ministro anunciou ainda que será realizada uma auditoria abrangente a todas as obras de arte nacionais, incluindo pontes, viadutos e taludes, para reforçar a segurança das infraestruturas.