quinta-feira, 12 fev. 2026

Maternidade da ULS Médio Tejo ultrapassa os 800 nascimentos pela primeira vez

A nível nacional, Portugal registou no ano passado o maior número de nascimentos da última década, com 87.708 recém-nascidos rastreados pelo Programa Nacional de Rastreio Neonatal, mais 3.077 do que em 2024
Maternidade da ULS Médio Tejo ultrapassa os 800 nascimentos pela primeira vez

A maternidade da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo registou 823 nascimentos em 2025, o que representa um aumento de cerca de 9% face aos 755 partos realizados em 2024, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 800 nascimentos anuais na unidade de Abrantes.

O presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo destacou a importância estratégica deste crescimento, sublinhando a confiança das famílias e a capacidade das equipas de saúde em garantir uma resposta segura e humanizada.

“Apesar das dificuldades que enfrentamos, o aumento do número de nascimentos evidencia a confiança das famílias na nossa maternidade e o empenho das equipas em assegurar cuidados seguros, contínuos e humanizados. Parte deste crescimento resulta também da afluência de grávidas provenientes de outras unidades, reforçando a nossa relevância regional”, afirmou Casimiro Ramos, citado pela agência Lusa.

Segundo a ULS Médio Tejo, o crescimento de 2025 contrasta com o ano anterior, quando se registou uma ligeira quebra de 6,9% face a 2023. Com os 823 partos, a maternidade alcança um máximo histórico.

Do total de bebés nascidos, 400 são meninas e 423 meninos. A distribuição geográfica evidencia a ligação ao território do Médio Tejo, com 40% dos partos referentes a utentes do concelho de Torres Novas, 30,7% de Abrantes e 14,7% de Tomar.

Cerca de 14% dos nascimentos (115 bebés) correspondem a grávidas provenientes de fora da área de abrangência da ULS, maioritariamente dos concelhos de Santarém, Leiria e Caldas da Rainha.

Durante 2025 registaram-se 12 partos de gémeos e 7,29% dos partos foram pré-termo, com apoio da Unidade de Neonatologia, garantindo cuidados especializados aos recém-nascidos que necessitaram de acompanhamento diferenciado.

A maternidade apresenta ainda uma diversidade significativa entre as mães estrangeiras, que representam cerca de um terço dos partos, abrangendo 25 nacionalidades distintas. As comunidades brasileira e angolana correspondem a cerca de 75% desses casos.

Para a ULS Médio Tejo, este aumento “reflete a confiança das famílias na qualidade, segurança e humanização dos cuidados prestados” e contribui para a vitalidade demográfica da região. Casimiro Ramos destacou ainda o investimento contínuo em equipamentos e instalações, permitindo assegurar “atenção digna e humanizada a cada mãe e cada bebé”.

A nível nacional, Portugal registou no ano passado o maior número de nascimentos da última década, com 87.708 recém-nascidos rastreados pelo Programa Nacional de Rastreio Neonatal, mais 3.077 do que em 2024.

A ULS Médio Tejo gere os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, bem como 35 unidades de cuidados de saúde primários, prestando assistência direta a cerca de 170 mil utentes em 11 concelhos dos distritos de Santarém e Castelo Branco.