sexta-feira, 06 fev. 2026

Mas afinal que seguros realmente cobrem danos em caso de catástrofe natural?

Mais de 90% dos prejuízos associados a catástrofes naturais não são cobertos pelas seguradoras, e por isso é necesário criar um fundo para este tipo de situações.
Mas afinal que seguros realmente cobrem danos em caso de catástrofe natural?

Estes dias têm sido marcados por ventos fortes, quedas de árvores, chuva intensa, agitação marítima e inundações, o que deixou um rasto de destruição pelo país, colocando muitas pessoas numa situação de vulnerabilidade.

Apesar de muitas empresas e habitações estarem protegidas por seguros multirriscos, isso nem sempre garante cobertura contra todos os prejuízos. Os danos causados por fenómenos naturais exigem, por regra geral, uma cobertura específica, que a maioria das apólices não inclui, e por isso, as famílias descobrem apenas depois do desastre que não estão protegidas contra tempestades severas.

Podem ainda existir outros entraves, como coberturas incompletas ou desatualizadas que permitem que as seguradoras descartem responsabilidades.

Em Portugal, a lei exige apenas um seguro contra o risco de incêndio para edifícios em regime de propriedade horizontal. No entanto, este seguro, frequentemente contratado pela administração do prédio, é exclusivo para danos de fogo, criando uma falsa sensação de segurança. Na prática, para quem vive em apartamentos, o seguro obrigatório não cobre situações como telhados arrancados, inundações ou janelas danificadas por rajadas de vento. Sem um seguro multirriscos-habitação, a maioria dos prejuízos causados pelo mau tempo recai integralmente sobre os proprietários.

O seguro multirriscos-habitação é a apólice que oferece a proteção mais abrangente, podendo incluir coberturas como danos por tempestades e ventos fortes, inundações e deslizamento de terras, danos por água e sobre-tensões elétricas, demolição e remoção de escombros, e em muitos casos, alojamento temporário se a casa ficar sem condições de habitabilidade.

No entanto, estas coberturas não são universais e variam consoante o contrato, sendo essencial confirmar condições, franquias e exclusões.

Dados recentes mostram que em Portugal mais de 90% dos prejuízos associados a catástrofes naturais não são cobertos pelas seguradoras. O setor diz que é preciso criar um fundo para este tipo de situações.