Agosto terminou com 60 pessoas salvas pela Marinha Portuguesa em operações de busca e salvamento marítimo. Ao longo do mês, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) coordenaram 43 ações em diferentes pontos do território.
Os dados, divulgados esta terça-feira pela Marinha, mostram que a área sob responsabilidade do MRCC de Lisboa concentrou a maior parte da atividade, com 28 incidentes e 46 salvamentos.
Lisboa concentrou 46 dos 60 salvamentos
Dos 43 incidentes registados durante agosto, 28 ocorreram na área de responsabilidade do MRCC Lisboa. Essas operações permitiram salvar 46 pessoas.
Nos Açores, o MRCC de Ponta Delgada coordenou 13 ações de busca e salvamento, das quais resultaram nove vidas salvas.
Na Madeira, foram duas as operações coordenadas pelo Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal. No total, cinco pessoas foram salvas.
Os números dos três centros somam 43 ações e 60 pessoas salvas durante o mês.
Mais de 300 vidas salvas desde janeiro
O balanço de agosto surge num ano em que a Marinha já coordenou centenas de operações de emergência no mar.
Nos primeiros oito meses de 2026, foram realizadas 313 ações de busca e salvamento, que resultaram em 313 vidas salvas.
Para que estas operações sejam possíveis, é mobilizada uma estrutura que vai muito além dos meios da própria Marinha. Participam, consoante as situações, a Autoridade Marítima Nacional, a Força Aérea Portuguesa e diferentes entidades que integram a Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento.
Entre estas encontram-se o INEM CODU-MAR, os serviços nacionais e regionais de Proteção Civil e os bombeiros, as administrações marítimas e portuárias e o sistema de controlo de tráfego costeiro.
Há quem interrompa a viagem para prestar auxílio
Nas situações de emergência, a resposta pode também depender de quem já está no mar.
A Marinha destaca o papel dos navios mercantes e das embarcações de pesca, que podem ser chamados a colaborar nas operações. Quando isso acontece, desviam-se das suas rotas e interrompem a atividade para prestar assistência às pessoas em perigo.
Esses meios atuam sob coordenação dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo, nomeadamente do MRCC Lisboa e do MRCC Ponta Delgada.
O sistema funciona de forma permanente. Os centros de salvamento marítimo estão disponíveis "24 horas por dia, nos 365 dias do ano" para coordenar respostas a situações de emergência no mar.
A Marinha lembra ainda que estes centros foram "reconhecidos nacional e internacionalmente com diversos prémios", destacando o trabalho desenvolvido na proteção da vida humana no mar.