terça-feira, 08 set. 2026

Marinha Portuguesa salvou 60 pessoas no mar só em agosto. Há uma região que concentra a esmagadora maioria das operações

Em apenas um mês, foram 43 as operações de busca e salvamento coordenadas pelos centros da Marinha. A maioria aconteceu na área de Lisboa, onde 46 pessoas foram resgatadas. Desde janeiro, já foram 313 vidas salvas.
Marinha Portuguesa salvou 60 pessoas no mar só em agosto. Há uma região que concentra a esmagadora maioria das operações

Agosto terminou com 60 pessoas salvas pela Marinha Portuguesa em operações de busca e salvamento marítimo. Ao longo do mês, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) coordenaram 43 ações em diferentes pontos do território.

Os dados, divulgados esta terça-feira pela Marinha, mostram que a área sob responsabilidade do MRCC de Lisboa concentrou a maior parte da atividade, com 28 incidentes e 46 salvamentos.

Lisboa concentrou 46 dos 60 salvamentos

Dos 43 incidentes registados durante agosto, 28 ocorreram na área de responsabilidade do MRCC Lisboa. Essas operações permitiram salvar 46 pessoas.

Nos Açores, o MRCC de Ponta Delgada coordenou 13 ações de busca e salvamento, das quais resultaram nove vidas salvas.

Na Madeira, foram duas as operações coordenadas pelo Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal. No total, cinco pessoas foram salvas.

Os números dos três centros somam 43 ações e 60 pessoas salvas durante o mês.

Mais de 300 vidas salvas desde janeiro

O balanço de agosto surge num ano em que a Marinha já coordenou centenas de operações de emergência no mar.

Nos primeiros oito meses de 2026, foram realizadas 313 ações de busca e salvamento, que resultaram em 313 vidas salvas.

Para que estas operações sejam possíveis, é mobilizada uma estrutura que vai muito além dos meios da própria Marinha. Participam, consoante as situações, a Autoridade Marítima Nacional, a Força Aérea Portuguesa e diferentes entidades que integram a Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento.

Entre estas encontram-se o INEM CODU-MAR, os serviços nacionais e regionais de Proteção Civil e os bombeiros, as administrações marítimas e portuárias e o sistema de controlo de tráfego costeiro.

Há quem interrompa a viagem para prestar auxílio

Nas situações de emergência, a resposta pode também depender de quem já está no mar.

A Marinha destaca o papel dos navios mercantes e das embarcações de pesca, que podem ser chamados a colaborar nas operações. Quando isso acontece, desviam-se das suas rotas e interrompem a atividade para prestar assistência às pessoas em perigo.

Esses meios atuam sob coordenação dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo, nomeadamente do MRCC Lisboa e do MRCC Ponta Delgada.

O sistema funciona de forma permanente. Os centros de salvamento marítimo estão disponíveis "24 horas por dia, nos 365 dias do ano" para coordenar respostas a situações de emergência no mar.

A Marinha lembra ainda que estes centros foram "reconhecidos nacional e internacionalmente com diversos prémios", destacando o trabalho desenvolvido na proteção da vida humana no mar.