segunda-feira, 09 fev. 2026

"Limpar Leiria". Iniciativa junta população para recuperar cidade destruída pelo mau tempo

O autarca Gonçalo Lopes destacou o caráter solidário da iniciativa, que se vai concentrar na limpeza do estádio, no percurso Polis e em algumas áreas do centro urbano.

A Câmara de Leiria anunciou esta sexta-feira a primeira iniciativa de voluntariado destinada a limpar a cidade, gravemente afetada pelo mau tempo provocado pela depressão Kristin. A ação, intitulada “Limpar Leiria”, terá lugar no sábado, a partir das 10h00, com ponto de encontro junto ao Estádio Municipal.

Segundo o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, apesar da remoção de muitas árvores de grande porte e dos danos mais urgentes já terem sido tratados, ainda é necessário restabelecer a limpeza da cidade. A campanha vai concentrar-se no estádio, no percurso Polis e em algumas áreas do centro urbano, e contará com a coordenação de voluntários em colaboração com a empresa Ecoambiente, responsável pela recolha de resíduos.

O autarca destacou o caráter solidário da iniciativa e sublinhou a importância de unir a população nos próximos meses, considerando que o município vai precisar da "colaboração de leirienses e de portugueses para recuperar totalmente a cidade". O autarca pediu aos voluntários que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, uma vez que a Câmara não tem capacidade para as fornecer. "É das primeiras ações de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos", declarou.

A campanha decorre durante a manhã, com a participação prevista de Escuteiros e adeptos do União de Leiria "preocupados com o estado do estádio". O presidente da Câmara admitiu ainda a possibilidade de repetir a iniciativa e estendê-la às freguesias, incentivando as juntas de freguesia a organizar ações semelhantes.

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em várias regiões de Portugal continental, deixando pelo menos cinco mortos e vários feridos e desalojados. Em Leiria, Coimbra e Santarém registaram-se os danos mais significativos, incluindo quedas de árvores e estruturas, cortes de energia e água, condicionamento de estradas e interrupção de serviços de transporte, especialmente ferroviário. O Governo decretou situação de calamidade para cerca de 60 municípios entre 00h00 de quarta-feira e as 23h59 do dia 1 de fevereiro.