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Com um frio extremo em Portugal e com milhares de habitantes ainda sem eletricidade devido à depressão Kristin, muitas famílias recorrem a geradores, braseiras e lareiras improvisadas para enfrentar o finverno rigoroso. A situação tem sido perigosa, já que o monóxido de carbono (CO) — um gás inodoro, incolor e altamente tóxico — representa um risco real de intoxicação, que pode ser fatal em minutos. Nos últimos dias, já se registou uma vítima mortal e 11 feridos, inclusive graves, relacionados com o uso inadequado destes dispositivos em espaços fechados.
O Comando Territorial da GNR em Leiria emitiu alertas detalhados para a população:
Cuidados com geradores e lareiras
Nunca ligue geradores dentro de casa, garagens ou anexos. Devem permanecer no exterior, afastados mais de seis metros de portas e janelas.
Braseiras a carvão, lareiras improvisadas e grelhadores produzem monóxido de carbono em quantidade letal em espaços fechados, mesmo com alguma ventilação.
Chaminés devem estar limpas e desobstruídas - uma chaminé obstruída pode fazer com que gases tóxicos voltem para o interior da habitação.
Nunca deixe o fogo aceso sem supervisão durante a noite.
Tenha sempre um extintor ou balde de água por perto.
Sinais de intoxicação por CO
A GNR alerta para dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão mental, fraqueza ou dificuldade em respirar. Qualquer sintoma suspeito deve motivar a saída imediata para o exterior e contacto com o 112.
Alternativas seguras para quem está sem eletricidade
Concentre todas as pessoas numa divisão pequena para partilhar calor corporal.
Utilize roupa térmica, mantas e sacos-cama de emergência.
Tape frestas de portas e janelas com toalhas ou panos para reduzir a perda de calor.
Velas devem ser usadas apenas com supervisão, longe de materiais inflamáveis.
Centros de acolhimento temporário aquecidos estão disponíveis em muitos pavilhões municipais; quem precisar de apoio urgente pode contactar a Proteção Civil local ou a linha social 144 (disponível 24h).
Com as previsões de frio a manterem-se nos próximos dias, a GNR e a Proteção Civil reforçam que a prioridade deve ser a segurança: passar frio é incómodo, mas a exposição ao monóxido de carbono pode ser mortal em minutos.