terça-feira, 21 jul. 2026

Morte de jovem de 20 anos levanta dúvidas sobre assistência da VMER em Vila Real

A vítima terá sido transportada pelos bombeiros de Santa Marta de Penaguião mas não resistiu.
Morte de jovem de 20 anos levanta dúvidas sobre assistência da VMER em Vila Real

Uma jovem de 20 anos morreu em Vila Real por falta de assistência da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), após um alerta para uma paragem cardiorrespiratória.

A situação está a ser contestada e traz de volta a centro de debate o tempo e a falta de resposta por parte dos meios de socorro.

O alerta foi dado cerca das 12h58, desta quinta-feira, ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), segundo revelou fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) à agência Lusa. O meio de emergência mais próximo e disponível era a ambulância dos bombeiros voluntários de Santa Marta de Penaguião, que terá sido acionada e localizava-se a cerca de 20 quilómetros de distância.

Foi ainda acionada a VMER do Hospital de Vila Real.

"No momento em que iniciava a deslocação, a equipa comunicou ao CODU a inoperacionalidade da viatura, tendo essa informação sido de imediato transmitida à equipa no local, que prosseguiu a assistência à vítima, realizando manobras de Suporte Básico de Vida com recurso a Desfibrilhador Automático Externo", revelou a mesma fonte.

Rui Lázaro, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, em declarações à Lusa, afirmou que as duas ambulâncias das corporações de bombeiros do concelho de Vila Real não estavam disponíveis, e por isso foi acionada a de Santa Marta de Penaguião. Revelou ainda que a VMER não terá saído porque se encontrava inoperacional devido a um problema na chave.

"Sendo uma situação grave, requer também o envio da VMER, que não terá saído porque estava inoperacional com um problema na chave da viatura que não era reconhecida."

Questionado sobre se as avarias nas viaturas VMER são uma situação recorrente, Rui Lázaro respondeu que "infelizmente, cada vez mais".

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar revelou ainda que há "dezenas de viaturas nas oficinas para arranjar".