Relacionados
José Sócrates emitiu esta quinta-feira uma declaração pública em resposta à divulgação de uma alegada investigação sobre a sua vida pessoal e financeira.
No comunicado, Sócrates rejeita quaisquer irregularidades e critica o que considera um padrão de “velhaca maledicência” por parte de alguns órgãos de comunicação social e do Ministério Público.
O antigo governante afirma que não mantém qualquer relação financeira com Carlos Santos Silva, não acompanha a sua atividade empresarial, e não tem qualquer ligação a imóveis na Malveira, desmentindo implicitamente suspeitas sobre transações imobiliárias que foram associadas ao seu nome.
A reação surge depois da jornalista Felícia Cabrita ter noticiado no jornal SOL que o Ministério Público abriu um novo inquérito relacionado com uma vivenda na Malveira, alegadamente ligada a um esquema semelhante à Operação Marquês. De acordo com o que foi publicado, estarão em causa suspeitas de branqueamento de capitais envolvendo Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva.
Segundo Sócrates, o esquema é sempre o mesmo e desenvolve-se "em três andamentos – informação soprada à jornalista, que, por sua vez, a transforma em notícia e que, mais tarde, regressada a casa, é convertida em suspeita pelo próprio Ministério Público que inicialmente a havia traficado com a imprensa."
No comunicado, Sócrates compara, ainda, a sua situação à de outros responsáveis políticos, referindo-se ao atual primeiro-ministro e a um caso que o Ministério Público decidiu não investigar, decisão que foi tornada pública sem divulgação detalhada dos fundamentos.
A Operação Marquês, processo judicial de grande dimensão que investiga alegadas práticas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, continua em tramitação nos tribunais, sendo este novo inquérito visto como um desdobramento de investigações anteriores ligadas ao ex-governante.