terça-feira, 10 fev. 2026

IPMA prevê regresso da chuva a partir de domingo, mas sem fenómenos extremos como a depressão Kristin

Esta sexta-feira ainda poderá registar alguma precipitação, enquanto o sábado deverá ser um dia de acalmia. A partir de domingo, contudo, a situação meteorológica volta a alterar-se

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, a partir de domingo, a passagem de algumas frentes que vão trazer chuva e vento, embora sem a intensidade registada na quarta-feira com a passagem da depressão Kristin.

“Não será nada muito assustador, nem agressivo. No entanto, é preciso ter precauções, até porque estamos numa situação em que há zonas muito fragilizadas com tudo o que aconteceu. A chover novamente e com vento, não vai facilitar a quem está a tentar resolver os estragos”, afirmou Cristina Simões.

Segundo a meteorologista, esta sexta-feira ainda poderá registar alguma precipitação, enquanto o sábado deverá ser um dia de acalmia. A partir de domingo, contudo, a situação meteorológica volta a alterar-se.

“Vamos continuar com a passagem de algumas frentes que vão trazer precipitação entre domingo e segunda-feira. No final do dia de domingo, a chuva será mais intensa no norte e centro, mas nada tão gravoso como o que tivemos”, explicou, citada pela agência Lusa.

Para segunda-feira, o IPMA prevê também queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e vento um pouco mais intenso. Até ao momento, não foram emitidos avisos meteorológicos, mas, a serem necessários, deverão ser avisos amarelos.

O agravamento previsto para domingo está associado à passagem de uma superfície frontal, que trará chuva inicialmente contínua, passando depois a aguaceiros acompanhados de vento.

“São situações típicas de inverno. Numa situação normal não seriam preocupantes, mas estamos a sair de um episódio bastante grave e tudo isto não ajuda”, sublinhou Cristina Simões.

Para a próxima semana, a previsão aponta para a passagem alternada de várias superfícies frontais, com períodos de chuva intercalados com momentos de acalmia.

“O anticiclone está muito a sul e vai deixando passar estas perturbações do Atlântico, que conseguem atingir o continente”, explicou.

A depressão Kristin, que atravessou Portugal continental na quarta-feira, provocou um rasto de destruição, com pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, além de feridos e desalojados. A Câmara Municipal da Marinha Grande contabilizou ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Entre os principais danos registaram-se quedas de árvores e estruturas, cortes e condicionamentos de estradas e transportes — nomeadamente ferroviários —, encerramento de escolas e interrupções no fornecimento de eletricidade, água e comunicações.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém foram os mais afetados. Na sequência do temporal, o Governo decretou situação de calamidade para cerca de 60 municípios, entre as 00:00 de quarta-feira e as 23:59 de 1 de fevereiro, número que poderá ainda ser alargado.