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Da mesma forma que se deseja que os familiares vivam o maior tempo possível, os animais de estimação criam também essa ligação com os seus donos. Embora não seja algo 100% comprovado e benéfico, há um medicamento antienvelhecimento que está a dar que falar.
Rapamicina - é este o nome da maior promessa neste âmbito com base em estudos científicos. Este medicamento promete aumentar o tempo de qualidade que será possível passar com os amigos de quatro patas, evitando problemas de saúde como cancro, doenças cardíacas e declínio cognitivo com o avançar da idade.
De acordo com o noticiado pelo Washington Post, os ensaios clínicos neste sentido estão em andamento. Se a conclusão mostrar que os medicamentos prolongam a vida saudável dos cães, poderão começar a ser utilizados em animais em fase de teste.
O que é a rapamicina?
É um composto natural produzido pela bastéria Streptomyces hydroscopius, conhecido pelas suas propriedades imunossupressoras e capacidade de inibir o crescimento celular. Investigadores descobriram o composto em 1970, proveniente do solo, no Chile.
Atualmente, a rapamicina já é utilizada em humanos, para prevenir rejeição de transplantes ou melhorar cicatrizes pós-operatórias.
Quais são as desvantagens conhecidas?
Como a medicina nos habitua, nem tudo é benéfico e os efeitos secundários são, muitas vezes, inevitáveis. Um dos efeitos mais graves poderá ser a imunossupressão, que consiste no enfraquecimento do sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a infeções, vírus e bactérias.
Por outro lado, alguns estudos sugerem que, em doses mais baixas, a rapamicina pode até melhorar a função imunológica, mesmo retardando o seu envelhecimento.
No entanto, importa sublinhar que a investigação continua para apurar totalmente o verdadeiro efeito do medicamento, que atualmente já é tomado por Peter Attia, médico especialista em longevidade e medicina preventiva, e Bryan Johnson, empreendedor norte-americano.
Mas funciona mesmo em cães?
Ainda é cedo para dar certezas. De acordo com o mesmo jornal e com as investigações citadas, os cães são o modelo ideal para experimentar o medicamento: envelhecem cinco a oito vezes mais rápido que os humanos, mas compartilham o mesmo ambiente que nós e desenvolvem doenças de forma semelhante, embora não todas, à medida que a idade avança.
No entanto, os estudos irão continuar, numa avaliação dos prós e contras para trazer o maior benefício possível aos melhores amigos de quatro patas. Kate Creevy, professora de medicina animal na Texas A&M University, enfatiza que há potencial para efeitos colaterais, não aconselhando já a toma do medicamento. "Não estamos a fazer o estudo porque achamos que a rapamicina vai fazer os cães viverem mais, estamos a fazê-lo para descobrir se funciona ou não", sublinha, acrescentando que a fase de testes pode ser um avanço para gerações futuras de animais, mas que pode ainda ser um risco no estado atual.
Posto isto, ainda não é um medicamento milagre, mantendo-se o melhor conselho para dar uma vida saudável por muitos anos aos seus cães: alimentá-lo bem e com comida adequada ao seu tamanho e idade, fazer exercício regularmente através de caminhadas e exames anuais de saúde, uma vez que, tal como os seres humanos, os animais de estimação precisam também de ser vigiados regularmente.