O tempo quente e seco continua a agravar o risco de incêndio rural em Portugal. Esta segunda-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou oito concelhos dos distritos de Vila Real e Bragança em perigo máximo, o nível mais elevado da escala utilizada para avaliar a probabilidade de ocorrência e propagação de incêndios.
Entre os concelhos abrangidos encontram-se Valpaços (Vila Real), Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Alfândega da Fé, Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso (Bragança).
O IPMA colocou também mais de 80 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Coimbra, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Beja, Portalegre e Faro em perigo muito elevado e elevado de incêndio.
Condições meteorológicas continuam a favorecer a propagação de incêndios
A classificação diária do IPMA resulta da combinação de vários fatores meteorológicos, como a temperatura do ar, a humidade relativa, a intensidade do vento e a quantidade de precipitação registada nos últimos dias.
Com temperaturas elevadas, vegetação seca e baixos níveis de humidade, o interior Norte reúne atualmente as condições mais propícias ao aparecimento e rápida propagação de incêndios rurais.
Além dos concelhos em perigo máximo, grande parte do território continental permanece sob níveis de risco muito elevado ou elevado.
Restrições reforçadas nos concelhos em risco máximo
Sempre que é declarado perigo máximo de incêndio entram em vigor várias restrições destinadas a reduzir o risco de ignições.
Entre as atividades condicionadas encontram-se as queimadas e queimas, a utilização de máquinas agrícolas ou florestais suscetíveis de produzir faíscas e o lançamento de fogo de artifício ou outros artigos pirotécnicos, salvo em situações devidamente autorizadas.
As autoridades apelam ainda à população para que evite comportamentos de risco, sobretudo nas horas de maior calor, e mantenha uma atenção permanente às recomendações da Proteção Civil.