Relacionados
O caso do desaparecimento de Maria Custódia Amaral, filha da falecida atriz Delfina Cruz, conheceu novos desenvolvimentos nos últimos dias. A investigação passou para a esfera da Polícia Judiciária, depois de surgirem informações que levantam suspeitas sobre a possibilidade de um sequestro.
Maria Custódia Amaral está desaparecida desde segunda-feira, dia 19 de janeiro. A ausência foi inicialmente comunicada às autoridades locais, mas o processo acabou por ser encaminhado para a PJ após novos dados chegarem à investigação.
Segundo avançou o Correio da Manhã, uma informação anónima transmitida à GNR da Lourinhã terá motivado a entrada da Polícia Judiciária no caso, passando o desaparecimento a ser tratado como uma situação potencialmente criminal.
De acordo com o mesmo jornal, Maria Amaral terá informado o namorado de que, nesse dia, iria deslocar-se à imobiliária onde trabalha, nas Caldas da Rainha, para tratar da angariação de um imóvel. O compromisso profissional não se concretizou e, pouco depois, o telemóvel da agente imobiliária deixou de dar sinal.
Nas redes sociais, a família intensificou os pedidos de ajuda. Na madrugada de quinta-feira, uma sobrinha de Maria Custódia Amaral partilhou uma nova mensagem pública, deixando implícita a possibilidade de a mulher não ter desaparecido por vontade própria.
“Uma palavra, um gesto, uma informação pode mudar tudo”, escreveu, apelando a quem possa ter conhecimento de algo relevante que contacte as autoridades. A mensagem termina com um pedido direto à tia para que regresse a casa, “sem perguntas, sem julgamentos”.
Também a agência imobiliária onde Maria Amaral trabalha divulgou um apelo, pedindo a colaboração da população e reforçando os contactos da GNR da Lourinhã para a transmissão de qualquer informação que possa ajudar a localizar o seu paradeiro.
As autoridades continuam a recolher dados e a ouvir testemunhos, mantendo o processo em investigação.