terça-feira, 08 set. 2026

Infestação de baratas leva ao encerramento parcial de hospital em Oliveira de Azeméis

Desinfestação e trabalhos nas redes de saneamento estão em curso. Cinco doentes foram transferidos para Santa Maria da Feira e dois para Ovar.
Infestação de baratas leva ao encerramento parcial de hospital em Oliveira de Azeméis

O Hospital São Miguel, em Oliveira de Azeméis, está parcialmente encerrado devido à presença excessiva de baratas nas instalações. A situação foi detetada na segunda-feira e levou ao encerramento das áreas mais afetadas a partir do dia seguinte.

A unidade pertence à Unidade Local de Saúde (ULS) do Entre Douro e Vouga e deverá manter as áreas afetadas encerradas pelo menos até quinta-feira, enquanto decorrem trabalhos de desinfestação, saneamento e higienização.

Doentes internados foram transferidos

A situação obrigou à transferência de vários doentes que se encontravam internados no hospital.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, explicou à Lusa que cinco doentes foram encaminhados para o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e outros dois para o Hospital Francisco Zagalo, em Ovar.

Também algumas consultas foram canceladas devido ao encerramento das áreas afetadas.

De acordo com um profissional da unidade citado pela mesma fonte, os pisos que ficaram sujeitos a encerramento total são os correspondentes aos serviços de Geriatria e Pediatria. A consulta externa de outras especialidades mantém-se em funcionamento.

ULS fala em intervenção de saneamento e higienização

A administração da ULS Entre Douro e Vouga confirmou a intervenção, mas enquadrou o encerramento no âmbito das ações de monitorização e manutenção das instalações.

Em declarações à Lusa, a ULS explicou que, através da Comissão de Controlo de Infeção (PPCIRA) e das equipas responsáveis pela manutenção, foi determinada uma “intervenção técnica profunda e abrangente de saneamento e higienização ambiental”.

A administração decidiu ainda avançar com um plano estruturado de desinfestação, em vez de intervenções pontuais, o que implica a desocupação temporária das áreas clínicas onde os trabalhos estão a decorrer.

Os trabalhos incluem uma intervenção nas redes de saneamento, seguida de pulverização e de uma higienização profunda das instalações.

Câmara prevê reabertura na quinta-feira

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, indicou à mesma fonte que a desinfestação já foi contratada e que a previsão é que o hospital possa retomar o funcionamento normal na manhã de quinta-feira.

A reabertura, contudo, está dependente da "validação das condições de operacionalidade pelas equipas competentes".

A direção da unidade garante que a prioridade é assegurar a segurança dos doentes e dos profissionais antes de permitir o regresso à atividade normal.

Profissionais contestam versão de intervenção programada

A forma como a situação foi enquadrada pela administração da ULS gerou críticas entre alguns profissionais do hospital.

Contactados pela Lusa, funcionários da unidade rejeitaram que se trate de uma intervenção programada. Um dos profissionais, que pediu anonimato, questionou a possibilidade de considerar a operação previamente planeada quando houve transferência repentina de doentes e cancelamento de consultas.

Outro trabalhador relacionou o problema com o estado de conservação do edifício, apontando a antiguidade do hospital e as canalizações como possíveis fatores que dificultam o controlo da presença de insetos.