Infarmed ordena recolha de contrastes radiológicos usados em TAC e angiografias. O que foi encontrado nas embalagens?

A autoridade do medicamento detetou partículas nos frascos de dois produtos injetáveis de uso exclusivamente hospitalar. Os lotes afetados não podem ser administrados nem vendidos.
Infarmed ordena recolha de contrastes radiológicos usados em TAC e angiografias. O que foi encontrado nas embalagens?

O Infarmed ordenou a recolha de lotes dos medicamentos Visipaque 320 (Iodixanol) e Omnipaque 350 (Io-hexol), dois meios de contraste radiológico utilizados em hospitais portugueses durante exames de imagem como tomografias computorizadas e angiografias.

A decisão foi motivada pela deteção de partículas nas embalagens de acondicionamento primário de polipropileno de 100 mL dos produtos, uma irregularidade que compromete a segurança da sua utilização.

Os lotes afetados

No caso do Visipaque 320, Iodixanol 652 mg/mL, solução injetável, a recolha abrange os lotes n.º 17244652, com validade até 26 de julho de 2028, e n.º 17303308, com validade até 15 de agosto de 2028.

Para o Omnipaque 350, Io-hexol 755 mg/mL, solução injetável, estão abrangidos os lotes n.º 17277208, com validade até 25 de julho de 2028, e n.º 17340558, com validade até 30 de novembro de 2028.

Ambos os medicamentos pertencem ao titular de autorização de introdução no mercado Satis-Radioisótopos e Protecções Contra Sobretensões Eléctricas, Lda.

O que são estes medicamentos e para que servem

O Visipaque e o Omnipaque são meios de contraste iodados injetáveis, administrados por via intravenosa durante procedimentos de diagnóstico por imagem. São usados para melhorar a visualização de estruturas internas em exames como TAC, angiografia e urografia. Por se tratar de medicamentos de uso exclusivamente hospitalar, não estão disponíveis em farmácias nem são prescritos para uso domiciliário.

O que devem fazer os hospitais

O Infarmed é claro nas instruções: todas as unidades hospitalares que disponham dos lotes afetados ficam proibidas de os administrar a doentes ou de os vender, devendo proceder à sua devolução imediata. A medida aplica-se a qualquer entidade hospitalar que tenha recebido estes lotes.

A recolha preventiva é um procedimento habitual neste tipo de situações, destinado a evitar qualquer risco para os doentes antes de ser concluída uma avaliação mais aprofundada.