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O Infarmed emitiu, a 30 de abril de 2026, uma circular informativa a dar conta de que a Novo Nordisk Portugal vai cessar a comercialização de cinco insulinas no mercado nacional, com data efetiva a 31 de dezembro de 2026.
Os medicamentos em causa são o Actrapid Penfill (insulina humana solúvel), o NovoRapid PumpCart (insulina aspártico), o Insulatard Penfill (insulina humana isofânica), o Mixtard 30 Penfill (insulina humana solúvel e isofânica) e o Levemir (insulina detemir). Todos são utilizados no tratamento da diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2.
Face ao impacto que esta situação pode ter nos doentes, a autoridade nacional do medicamento deixou recomendações claras para profissionais de saúde e para quem utiliza estes produtos no dia a dia.
O que deve fazer quem toma estas insulinas
O Infarmed é claro: quem está em tratamento com estes medicamentos não deve interromper a terapêutica por iniciativa própria. A recomendação é que consulte o médico com a maior brevidade possível, para que seja prescrita uma alternativa adequada e fornecidas todas as instruções necessárias, incluindo sobre o novo dispositivo de administração.
Os médicos foram orientados a não iniciar novos tratamentos com estas insulinas e a antecipar a substituição nos doentes que já as utilizam. Nas primeiras semanas após a mudança, é recomendado um acompanhamento mais frequente para monitorizar o impacto no perfil glicémico de cada doente.
Os farmacêuticos devem aconselhar os doentes a contactar o médico o mais cedo possível e apoiar, sempre que necessário, a familiarização com os novos dispositivos de administração.
Existem alternativas disponíveis
A Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica elaborou orientações específicas para apoiar a decisão clínica na substituição de cada uma das insulinas descontinuadas. Para o Actrapid Penfill, por exemplo, mantém-se no mercado a versão em frasco para injetáveis e existe o Humulin Regular como alternativa com a mesma substância ativa. Para o Levemir, as opções de ação prolongada disponíveis incluem o Lantus, o Tresiba e o Toujeo, todos com duração de ação superior à da insulina detemir.
A escolha entre as alternativas deve ser feita sempre pelo médico, tendo em conta as especificidades clínicas de cada doente. Os ajustes de dose são individualizados e a monitorização dos níveis de glucose durante o período de transição é considerada indispensável pelo regulador.
Para evitar ruturas ou distribuição desigual dos medicamentos ainda disponíveis, o Infarmed apela a que a prescrição e a dispensa sejam feitas de forma criteriosa. Mais informações podem ser obtidas através da Linha do Medicamento, pelo número 800 222 444 (chamada gratuita).