segunda-feira, 13 abr. 2026

Incêndios em habitações fazem 37 mortos em 2025 e atingem valor mais alto desde 2022

Relatório da Proteção Civil aponta subida das ocorrências e confirma média de 35 vítimas mortais por ano desde 2020
Incêndios em habitações fazem 37 mortos em 2025 e atingem valor mais alto desde 2022

Os incêndios em habitações provocaram 37 mortos em 2025, o número mais elevado desde 2022, segundo o mais recente relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com o Anuário de Segurança Contra Incêndio em Edifícios 2025, divulgado esta semana, registaram-se ainda 139 feridos graves, 1.072 feridos ligeiros e 903 pessoas assistidas em resultado de incêndios urbanos em Portugal.

A ANEPC sublinha que, desde 2020, a média anual se fixa nas 35 vítimas mortais, evidenciando a persistência deste tipo de ocorrências.

Nos últimos anos, o pico foi atingido em 2022, com 41 mortos, seguindo-se agora 2025 com 37. Em 2020 morreram 33 pessoas, em 2021 foram 35, em 2023 registaram-se 28 e em 2024 voltaram a ser contabilizadas 35 vítimas mortais.

O relatório indica também um aumento do número de incêndios em edifícios, com um crescimento de 6,5% face ao ano anterior, totalizando 6.709 ocorrências.

No conjunto dos incêndios urbanos, foram registadas 9.703 ocorrências em todo o país, das quais 9.351 ocorreram em Portugal Continental. A Madeira contabilizou 200 casos e os Açores 192.

A maioria das situações correspondeu a incêndios confirmados, representando 78,47% do total, enquanto 21,53% foram classificados como falsos alarmes, que mobilizaram 15.556 bombeiros e 4.572 viaturas.

Entre os incêndios registados no continente, 92% ocorreram em edifícios em utilização, cerca de 8% em edifícios degradados ou devolutos e uma percentagem residual em instalações militares ou de socorro.

A região Norte e a de Lisboa e Vale do Tejo concentraram mais de 70% das ocorrências em edifícios em utilização. Já a Grande Lisboa destacou-se com o maior número de incêndios em habitações, num total de 1.150.

Os meses de inverno voltaram a ser os mais críticos, com dezembro e janeiro a registarem o maior número de ocorrências, coincidindo com períodos de temperaturas mais baixas.

No âmbito das investigações, foram analisados 595 incêndios urbanos e detidas 42 pessoas pelo crime de incêndio urbano, um valor ligeiramente abaixo da média dos últimos anos.