Relacionados
Os incêndios florestais que continuam a devastar a região da Baía de Arcachon, perto de Bordéus, em França, obrigaram à retirada de cerca de 3.000 portugueses e lusodescendentes, confirmou à Lusa o conselheiro das comunidades portuguesas Filipe Dantas.
As evacuações abrangem sobretudo residentes em Le Porge, na região da Gironda, uma das áreas mais afetadas pelas chamas, onde vários incêndios destruíram habitações.
Também foram retirados portugueses e lusodescendentes que vivem em Ares, Marcheprime, Mios, Cestas, Biscarrosse, Le Haillan e Saint-Médard-en-Jalles.
Comunidade acolhida em Bordéus
Os cidadãos retirados das zonas de maior risco foram encaminhados para o Centro de Exposições de Bordéus, transformado em centro de acolhimento para receber os desalojados.
Segundo Filipe Dantas, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, já contactou o conselheiro para acompanhar a evolução da situação, enquanto o Consulado de Portugal em Bordéus mantém contacto permanente com as autoridades locais.
Para já, não há registo de vítimas entre os portugueses e lusodescendentes afetados, embora ainda não exista uma avaliação dos prejuízos materiais.
"Estamos aqui para ajudar e, se for necessária alguma ajuda, iremos dela dar conhecimento", afirmou Filipe Dantas.
Mais de 220 mil pessoas retiradas
O incêndio começou na quarta-feira na região turística da Baía de Arcachon e obrigou já à retirada de cerca de 220 mil pessoas.
As operações de evacuação da comunidade portuguesa decorrem desde sexta-feira, à medida que as chamas se aproximavam de várias localidades da região.
França enfrenta um ano histórico de incêndios
Desde o início do ano, os incêndios florestais já consumiram cerca de 115 mil hectares em França, o valor mais elevado de que há registo, segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.
Perante a dimensão da crise, o Presidente francês, Emmanuel Macron, preside esta segunda-feira a uma reunião de emergência para fazer o ponto da situação e coordenar a resposta às chamas.