Relacionados
Antes do crime, a mulher, de 43 anos, trabalhava como hospedeira de bordo, e tinha um rendimento mensal de três mil euros. Quando o rendimento deixou de chegar para sustentar o vício nas drogas, planeou um esquema que a fez lucrar mais de 180 mil euros.
A arguida utilizou dados pessoais que adquiriu após aceder ilegalmente através de bases de dados informáticas de operadoras de telecomunicações e de instituições bancárias, de acordo com o Correio da Manhã.
Com os dados já na sua posse, conseguia aceder a 87 contas bancárias, através de aplicações de homebanking (serviços bancários digitais), e transferir o dinheiro para a sua conta, através de transferências, compras e pagamentos.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o esquema lesou dezenas de pessoas, com um prejuízo de cerca de 188 mil euros.
A arguida foi condenada a sete anos de prisão em agosto de 2025 pelo Tribunal de São João Novo; no entanto, recorreu da decisão para que a pena fosse atenuada. O pedido foi rejeitado no final de janeiro deste ano pelo Supremo Tribunal de Justiça.