Homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor entregou-se às autoridades

O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor após disparos no interior e nas imediações do edifício entregou-se esta terça-feira às autoridades. Caso levantou preocupações sobre a segurança nos tribunais
Homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor entregou-se às autoridades

O homem de 37 anos que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor no passado dia 13 entregou-se esta terça-feira naquele juízo. De acrdo com a GNR, o arguido apresentou-se no tribunal entre as 14h30 e as 15h00, não tendo sido registados incidentes durante a entrega às autoridades.

O homem encontrava-se detido e deveria ser interrogado judicialmente por suspeitas relacionadas com crimes de homicídio na forma tentada quando conseguiu fugir do edifício judicial.

Na altura da fuga, foram efetuados “vários disparos” no interior e nas imediações do tribunal, revelou anteriormente o juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia.

Os militares da GNR presentes no local perseguiram o arguido após a fuga, mas sem sucesso naquele momento.

O incidente voltou a colocar em evidência as preocupações relacionadas com a segurança nos tribunais da comarca de Portalegre.

Segundo Francisco Galvão Correia, nos últimos meses registaram-se vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da região, situações que chegaram a exigir intervenção policial.

O magistrado explicou que a comarca já tinha solicitado reforço das medidas de segurança nos edifícios judiciais, incluindo instalação de pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço da vigilância presencial.

Também o Ministério da Justiça reconheceu recentemente a necessidade de reforçar a segurança no Tribunal de Ponte de Sor.

Num comunicado divulgado após a fuga, a tutela liderada por Rita Júdice indicou que o tribunal passou a contar com segurança humana permanente desde março de 2026, no âmbito do contrato nacional de vigilância dos tribunais.

O ministério revelou ainda que estão em curso procedimentos para instalação de um pórtico de segurança e reativação de celas no edifício judicial.

O caso motivou também pedidos de esclarecimento no parlamento por parte de deputados do PS e do Chega sobre as circunstâncias da fuga e as condições de segurança existentes no tribunal.