Homem em prisão preventiva por usurpar identidades para roubar casas através de serviços de limpeza

O homem é suspeito da prática de vários crimes, incluindo burla informática e nas comunicações, burla relativa a trabalho ou emprego, acesso ilegítimo a dados pessoais, falsidade informática, furto qualificado, abuso de cartão ou dados de pagamento e roubo qualificado
Homem em prisão preventiva por usurpar identidades para roubar casas através de serviços de limpeza

Um homem foi detido e colocado em prisão preventiva esta quinta-feira por suspeitas de usurpar identidades para obter contratos de serviços de limpeza doméstica com o objetivo de roubar habitações.

Em comunicado divulgado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), responsável pelo inquérito da operação “Limpeza D’Ouro”, o Ministério Público (MP) informou que na quarta-feira foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias nos concelhos de Sintra e Coimbra. A operação resultou numa detenção e na apreensão de peças de ourivesaria, relógios e equipamento eletrónico.

Segundo o MP, desde meados de 2024 o arguido anunciava falsas ofertas de emprego, recolhendo documentos pessoais de candidatos, que depois utilizava para criar várias contas de prestadores de serviços de limpeza numa plataforma digital de contratação remota.

Com recurso a essas identidades, o suspeito foi contratado por dezenas de pessoas, em diferentes regiões do país, para serviços de limpeza doméstica, o que lhe permitiu aceder ao interior das residências.

No interior das habitações, terá furtado quantias em dinheiro e peças de ourivesaria e relojoaria, recorrendo em algumas situações ao uso de violência. Os bens eram posteriormente vendidos em estabelecimentos de compra e venda de metais preciosos.

O homem é suspeito da prática de vários crimes, incluindo burla informática e nas comunicações, burla relativa a trabalho ou emprego, acesso ilegítimo a dados pessoais, falsidade informática, furto qualificado, abuso de cartão ou dados de pagamento e roubo qualificado.

Presente a primeiro interrogatório judicial, o juiz de instrução decretou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

O inquérito, que decorre em segredo de justiça, é conduzido pelo MP com a coadjuvação da PSP, nomeadamente do Departamento de Investigação Criminal do Comando Metropolitano do Porto.