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Um homem de 48 anos morreu na Moita do Lobo, em Santarém, no passado domingo, após uma espera de mais de 50 minutos pelos meios de socorro.
Tudo aconteceu na tarde de domingo, quando o homem começou a ter convulsões e, posteriormente, a perder a consciência. O alerta foi dado pelo pai da vítima.
Dez minutos após a chamada do pai, de acordo com o Correio da Manhã, os Bombeiros Voluntários de Santarém foram acionados, mas para uma localização errada. Nesse tempo, a vítima terá entrado em paragem cardiorrespiratória.
Nesta altura, o grau de prioridade de socorro à vítima mudou para o nível máximo, tendo sido aqui corrigida também a morada que foi dada aos bombeiros. No entanto, a ambulância onde seguiam não dispunha de um desfibrilhador, tendo desde logo acionado a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Santarém que, ao que tudo indica, estaria inoperacional, com a VMER das Caldas da Rainha noutra ocorrência.
A situação ainda não foi comentada pelo INEM, mas Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, considera ter havido uma "má triagem", mas sublinhando que o estado clínico de uma pessoa pode alterar-se com facilidade. “É plausível que numa fase inicial tenha sido só uma convulsão e que mais tarde tenha evoluído para uma paragem cardiorrespiratória”, relembra, citado pelo CM.
Por outro lado, considera que o caso é um exemplo do risco que pode ser a nova medida do presidente do INEM, "que é atribuir um tempo de resposta às ocorrências que podem ir até aos 120 minutos". De acordo com a sua explicação, antes, assim que havia uma triagem, "era enviado de imediato um meio de mergência". "Agora, o tempo pode varir entre 8 a 120 minutos. Não é fiável e tem um risco acrescido e este caso prova isto mesmo".
Refere ainda a indisponibilidade das VMER, revelando que receia que a emergência pré-hospitalar se agrave "se for levadada a cabo a lei orgânica do INEM, que vai diminuir o número de ambulâncias disponíveis sobretudo as próprias do INEM".