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A Direção-Geral da Saúde publicou esta segunda-feira novas orientações dirigidas aos profissionais de saúde sobre a gestão de possíveis casos suspeitos de hantavírus relacionados com o surto identificado no cruzeiro MV Hondius. Apesar do alerta, a autoridade de saúde garante que o risco para Portugal “mantém-se muito baixo”.
Segundo a DGS, não existe qualquer alteração da avaliação de risco no país e, por isso, “não há medidas preventivas a implementar a nível nacional para a população”.
O que motivou o alerta da DGS?
A orientação surge após a confirmação de vários casos associados ao navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu do sul da Argentina no início de abril.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças:
• Foram confirmados sete casos de infeção
• Três pessoas morreram
• Existem ainda casos suspeitos ou prováveis sob investigação
A DGS explica que as medidas agora divulgadas destinam-se apenas à eventual entrada em Portugal de passageiros ou contactos ligados a este surto.
Quem pode ser considerado caso suspeito?
Segundo a orientação publicada, é considerado caso suspeito qualquer pessoa que:
• Tenha viajado num barco, avião ou outro transporte onde tenha existido um caso confirmado ou provável de hantavírus Andes
• Tenha estado em contacto com passageiros ou tripulantes do MV Hondius
• Apresente febre aguda ou histórico recente de febre acompanhado de sintomas compatíveis
Entre os principais sintomas estão:
• Dores musculares
• Calafrios
• Dor de cabeça
• Náuseas, vómitos ou diarreia
• Tosse
• Falta de ar
• Dor no peito
• Dificuldade respiratória
O que é um caso provável ou confirmado?
A DGS esclarece ainda os diferentes níveis de classificação:
Caso provável
Pessoa com sintomas e ligação epidemiológica conhecida a um caso confirmado ou provável.
Caso confirmado
Pessoa com resultado positivo em testes laboratoriais específicos, como RT-PCR ou testes serológicos para o hantavírus Andes.
Como se transmite o hantavírus?
O hantavírus é normalmente transmitido através do contacto com roedores infetados. No entanto, a variante Andes, identificada neste surto, é considerada rara porque pode transmitir-se entre pessoas.
Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de uma gripe:
• Fadiga
• Tosse
• Dores musculares
• Dor de cabeça
O que acontece se surgir um caso suspeito em Portugal?
As orientações da DGS determinam que o Instituto Nacional de Emergência Médica deve ser ativado para assegurar o transporte seguro do doente para hospitais de referência.
Os hospitais indicados são:
• Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia, em Lisboa
• Hospital de São João, no Porto
As autoridades de saúde sublinham, contudo, que o risco para a população em geral continua baixo.