quarta-feira, 15 abr. 2026

Guerra no Médio Oriente pode atrasar inibidores de sinal na prisão de Vale de Judeus

Cronograma inicialmente previsto pela DGRSP afetado devido à dependência de fornecedores internacionais e fatores geopolíticos.
Guerra no Médio Oriente pode atrasar inibidores de sinal na prisão de Vale de Judeus

A instalação de inibidores de sinal na prisão de Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus poderá sofrer novos atrasos devido à instabilidade no Médio Oriente, revelou a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP)

A DGRSP admitiu que o calendário para os testes dos inibidores — inicialmente previstos até ao final de março — pode ser afetado.

Isto porque um dos fornecedores de equipamentos está localizado no Médio Oriente, região atualmente marcada por conflito, o que pode comprometer a entrega e instalação.

Um projeto com sucessivos atrasos

Este não é o primeiro adiamento do sistema de segurança. O processo tem enfrentado vários obstáculos, como problemas no desalfandegamento dos equipamentos, condições meteorológicas adversas, incluindo a Depressão Kristin e agora, a instabilidade geopolítica internacional.

Inicialmente, os inibidores deveriam estar operacionais no final de 2025, mas os prazos têm sido sucessivamente revistos.

A instalação destes equipamentos é uma resposta à fuga de cinco reclusos em setembro de 2024 no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.

O objetivo é bloquear comunicações móveis dentro da prisão e Impedir o uso de drones para apoio a atividades ilícitas

Segundo a DGRSP, o sistema será controlado remotamente, podendo ser ativado ou desativado conforme necessário.

Governo recorreu a contratação excecional

A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, explicou anteriormente que o contrato foi feito por ajuste direto, por razões de segurança, uma vez que Portugal não produz este tipo de tecnologia, sendo necessário importar os equipamentos.

Além dos inibidores, está prevista a construção de duas torres de vigilância no estabelecimento prisional. No entanto dois concursos públicos já ficaram desertos pelo que um terceiro concurso deverá ser lançado em breve.

Os sucessivos atrasos mostram as dificuldades na modernização da segurança prisional, especialmente quando dependente de tecnologia importada, cadeias logísticas internacionais e fatores externos como clima e conflitos.

Apesar de estar em fase final de montagem, os inibidores continuam sem uma data concreta para entrada em funcionamento.

Num contexto de crescente preocupação com a segurança prisional, este projeto mantém-se como uma prioridade crítica, mas dependente de variáveis fora do controlo das autoridades nacionais.