Dois militares da GNR da Quinta do Conde e um agente da PSP foram agredidos na noite de quarta-feira, após uma fiscalização rodoviária na Avenida 1.º de Maio, na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra. O caso envolveu oito pessoas, todas da mesma família, e terminou com quatro detenções, três homens e uma mulher, com idades entre os 22 e os 53 anos.
A situação ocorreu cerca de 22h00, quando os militares da GNR realizavam uma fiscalização de rotina. Segundo a informação disponível, após a abordagem a uma viatura, terão surgido familiares do condutor no local, dando origem às agressões.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) confirmou, através de comunicado a que o SOL teve acesso que “dois profissionais da GNR da Quinta do Conde foram agredidos por um grupo de indivíduos, na sequência de uma fiscalização rodoviária”.
Um agente da PSP, que estava fora de serviço e passou pelo local, tentou ajudar os militares da Guarda, acabando também por ser agredido. A APG/GNR destacou a intervenção do agente, referindo que a sua atitude “revela o sentimento de união que prevalece nas forças de segurança, sempre que as circunstâncias o exigem”.
Os três elementos das forças de segurança necessitaram de assistência médica.
Num comunicado divulgado após o incidente, a associação manifestou preocupação com o aumento de agressões contra profissionais das forças de segurança. “Perante o aumento de agressões às forças de segurança, os profissionais sentem-se desmotivados, até porque, em boa parte das situações, existe uma ausência de consequências penais efectivas para quem pratica este tipo de crime”, afirmou a APG/GNR.
A associação criticou ainda a aplicação de medidas consideradas pouco gravosas aos suspeitos, defendendo que este tipo de decisões contribui para um sentimento de impunidade.
“Os indivíduos em causa ficaram com a medida menos gravosa, TIR, o que corrobora o que sempre defendemos, que o aumento da moldura penal nestes casos pouco ou nada importa se se continuar sempre a optar pela punição mínima, desvalorizando-se a gravidade deste tipo de crimes”, pode ler-se no comunicado.
A APG/GNR aproveitou também para voltar a alertar para a falta de efetivos na componente operacional da Guarda, considerando que esta realidade deixa os militares mais expostos.
“Episódios como este ilustram as consequências da falta de efectivo na componente operacional da Instituição e que deixa os profissionais mais desprotegidos”, referiu a associação.
Segundo a APG/GNR, a falta de meios humanos tem sido particularmente sentida naquela zona, tendo a organização alertado anteriormente para o problema junto do Comando Territorial de Setúbal.
A investigação ao caso prossegue agora pelas autoridades competentes.
[notícia atualizada com informações do comunicado da Associação dos Pofissionais da Guarda]