sexta-feira, 05 jun. 2026

Greve geral já causa fortes constrangimentos. Conheça os primeiros impactos e o que esperar desta quarta-feira

Transportes fortemente condicionados, mais de metade dos voos cancelados e Linha SNS24 a ser afetada pela primeira vez.
Greve geral já causa fortes constrangimentos. Conheça os primeiros impactos e o que esperar desta quarta-feira

Esta quarta-feira é dia de greve geral, com já vários setores afetados, com os transportes a serem os mais condicionados.

A começar pelos aeroportos, que têm vindo a avisar os passageiros do estado dos seus voos, mais de 65% das viagens planeadas para este 3 de junho foram canceladas, de acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil. Foram mantidos 85 por decisão das companhias aéreas.

Os comboios da Fertagus, que liga a cidade de Lisboa à Margem Sul do Rio Tejo, assegura que a circulação está a decorrer "de acordo com os horários divulgados", com a prestação de serviços mínimos correspondente a 25% dos comboios habituais num dia útil.

Por outro lado, o Presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, critica a decisão do Tribunal Arbitral de não ter decretado serviços mínimos para as ligações do Rio Tejo. A empresa garante estar a manter operação nesta greve geral.

Ainda nos transportes, o Metro do Porto tem a operação condicionada, funcionando apenas a Linha Amarela, que liga as estações de Santo Ovídio e o Hospital de S. João - mas não há circulação entre Santo Ovídio e Vila d'Este.

Está ainda a funcionar, de acordo com a empresa, o "troço da Linha Azul entre as estações da Senhora da Hora e do Estádio do Dragão". Em nota, informa-se os passageiros de que a circulação de metros está prevista acontecer de 15 em 15 minutos das 07h00 às 20h00, e de 30 em 30 minutos entre as 06h00 e as 07h00 e entre as 20h00 e as 24h00.

Já na saúde, o atendimento da Linha SNS24 pode ser afetado devido à adesão à greve geral dos profissionais que asseguram o atendimento num dia útil.

Várias escolas por todo o país não abriram esta quarta-feira, confirmando-se o constrangimento na realização da prova de Português do 6.º ano. O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano da Costa, fez um primeiro balanço à SIC Notícias sobre a adesão do setor da educação à greve, sublinhando que os maiores constrangimentos se verificam em Sintra, Olivais, Fundão, Coimbra, Moita, Castelo Branco e Mafra.

"Esta greve vai ter um grande impacto, uma grande dimensão, uma grande participação dos trabalhadores”, afirma Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, destacando-a como um "momento de luta e afirmação" contra o pacote laboral apresentado pelo governo, que considera ser um "retrocesso de direitos". Falando sobre a afirmação do primeiro-ministro Luís Montenegro de que a maioria dos trabalhadores iriam prestar serviços esta quarta-feira, Tiago Oliveira sublinha: "O que o primeiro-ministro está a demonstrar é que está completamente desfasado em relação aos problemas que os trabalhadores estão a enfrentar".

Num primeiro balanço dos impactos da greve esta manhã, o secretário-geral da CGTP voltou a apelar à "humildade" do primeiro-ministro.

Já o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, garante que o pacote laboral do governo está "mais perto de ser derrotado do que implementado". "A greve geral que está a começar dá um sinal inequívoco nesse sentido", afirma.

Notícia atualizada às 09h27