Greve e manifestação a 17 de abril: sindicatos da construção apelam à adesão contra pacote laboral

A manifestação, agendada para junto da Assembleia da República, tem como principal objetivo contestar o chamado “pacote laboral” proposto pelo Governo
Greve e manifestação a 17 de abril: sindicatos da construção apelam à adesão contra pacote laboral

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidros (FEVICCOM) apelou aos trabalhadores do setor para aderirem à greve nacional marcada para 17 de abril, em simultâneo com a manifestação convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN), em Lisboa.

A paralisação decorrerá entre as 00h00 e as 23h59 desse dia, abrangendo todos os trabalhadores do setor, com ajustamentos para turnos que comecem antes ou terminem depois desse período.

A manifestação, agendada para junto da Assembleia da República, tem como principal objetivo contestar o chamado “pacote laboral” proposto pelo Governo.

O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, considera que as alterações representam um “profundo retrocesso” nos direitos dos trabalhadores e apelou a uma forte mobilização.

Críticas ao Governo e exclusão das negociações

Tiago Oliveira acusou o executivo liderado por Luís Montenegro de atuar “à socapa” e de promover medidas que classificou como anticonstitucionais.

O dirigente sindical criticou ainda o facto de a CGTP ter sido afastada das negociações sobre a legislação laboral, ao contrário da UGT e das confederações empresariais, que continuam a reunir com o Governo.

Segundo o sindicalista, a central tem sido colocada “à margem de todo o processo”, rejeitando a ideia de falta de diálogo por parte da organização.

Entretanto, a ministra do Trabalho continua a reunir com a UGT e representantes patronais, no âmbito da revisão da legislação laboral.

Qualquer decisão final deverá passar pela Concertação Social, onde também tem assento a CGTP-IN.

A FEVICCOM e a CGTP-IN defendem que a participação na greve e na manifestação será determinante para pressionar o Governo a retirar ou rever o pacote laboral, num contexto de críticas relacionadas com o custo de vida e as condições de trabalho.