sexta-feira, 17 abr. 2026

Governo aprova 4,3 milhões para compra de 1.500 Taser para a PSP e a GNR

Os dispositivos elétricos de imobilização são amplamente utilizados por forças policiais em vários países e são considerados armas não letais, embora o seu uso continue a ser alvo de debate em matéria de segurança e direitos humanos
Governo aprova 4,3 milhões para compra de 1.500 Taser para a PSP e a GNR

O Governo aprovou esta quinta-feira um investimento de 4,3 milhões de euros para a aquisição de 1.500 dispositivos elétricos de imobilização - conhecidos como Taser -, destinados à PSP e à GNR.

Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI), a aquisição pretende reforçar a capacidade preventiva e operacional das forças de segurança.

Distribuição será definida pelas forças policiais

O MAI esclarece que a forma como os dispositivos serão distribuídos pelas unidades da PSP e da GNR é uma decisão operacional, cabendo às próprias forças de segurança definir essa estratégia.

Por essa razão, acrescenta o MAI, o ministério não terá intervenção direta na distribuição dos equipamentos.

Primeira aquisição em vários anos

De acordo com o ministério tutelado por Luís Neves, as forças de segurança receberam 393 ‘tasers’ em 2017 e 2019, no âmbito da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança.

Desde então, não tinha sido realizada qualquer nova aquisição destes dispositivos.

A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Ministros, através de uma resolução que autoriza a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna a assumir encargos plurianuais e realizar a despesa para a compra destes equipamentos durante 2026.

Alternativa entre diálogo e força letal

O MAI sublinha que a utilização de Taser pelas forças policiais assenta no princípio da proporcionalidade e do uso progressivo da força.

Segundo o ministério, estes dispositivos oferecem aos agentes uma alternativa intermédia entre a dissuasão verbal e o recurso à força letal, permitindo:

  • maior controlo de comportamentos agressivos

  • redução do risco de confrontos violentos

  • menor probabilidade de letalidade

“O objetivo é salvaguardar, acima de tudo, o direito fundamental à integridade física e à vida”, refere o comunicado do MAI.

Os dispositivos elétricos de imobilização são amplamente utilizados por forças policiais em vários países e são considerados armas não letais, embora o seu uso continue a ser alvo de debate em matéria de segurança e direitos humanos.