quinta-feira, 16 abr. 2026

Gondomar. Mulher acusada de vender filho recém-nascido por 2.500€

Quando residia no Brasil, a mulher anunciava na internet a sua disponibilidade para conceber as crianças e entregá-las a quem pagasse por elas.
Gondomar. Mulher acusada de vender filho recém-nascido por 2.500€

Uma mulher está a ser acusada de ter vendido o próprio filho recém-nascido por cerca de 2.500 euros a um casal residente em Gondomar, num caso que está a ser investigado pelas autoridades.

O casal também é constituído arguido, adiantou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGR-P), divulgado no site.

Num comunicado oficial, a procuradoria referiu que os três arguidos estão acusados de tráfico de pessoas, estando ainda dois deles indiciados pelos crimes de falsidade de testemunho e de falsas declarações.

Quando residia no Brasil, a mulher anunciava na internet a sua disponibilidade para conceber as crianças e entregá-las a quem pagasse por elas.

Assim, em dezembro de 2023, a arguida foi procurada pelo casal que encontrou uma solução para ultrapassar os formalismos da adoção, explicou a PGR-P.

A mulher terá dado à luz em casa, tendo posteriormente sofrido complicações de saúde que levaram ao seu internamento hospitalar.

Já no hospital, e para prosseguir com o acordado, a mulher registou o filho em nome do arguido para, mais tarde, esta abdicar da guarda da criança e ser adotada pela mulher dele.

Dias depois da alta hospitalar, a mulher entregou o bebé ao casal e recebeu 2.500€.

O casal terá posteriormente registado a criança com documentação falsa, tentando fazer passar o bebé como filho biológico.

O Ministério Público abriu uma investigação, após o caso ter levantado suspeitas, tendo a criança sido retirada ao casal e levada para uma instituição para adoção.