Uma mulher está a ser acusada de ter vendido o próprio filho recém-nascido por cerca de 2.500 euros a um casal residente em Gondomar, num caso que está a ser investigado pelas autoridades.
O casal também é constituído arguido, adiantou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGR-P), divulgado no site.
Num comunicado oficial, a procuradoria referiu que os três arguidos estão acusados de tráfico de pessoas, estando ainda dois deles indiciados pelos crimes de falsidade de testemunho e de falsas declarações.
Quando residia no Brasil, a mulher anunciava na internet a sua disponibilidade para conceber as crianças e entregá-las a quem pagasse por elas.
Assim, em dezembro de 2023, a arguida foi procurada pelo casal que encontrou uma solução para ultrapassar os formalismos da adoção, explicou a PGR-P.
A mulher terá dado à luz em casa, tendo posteriormente sofrido complicações de saúde que levaram ao seu internamento hospitalar.
Já no hospital, e para prosseguir com o acordado, a mulher registou o filho em nome do arguido para, mais tarde, esta abdicar da guarda da criança e ser adotada pela mulher dele.
Dias depois da alta hospitalar, a mulher entregou o bebé ao casal e recebeu 2.500€.
O casal terá posteriormente registado a criança com documentação falsa, tentando fazer passar o bebé como filho biológico.
O Ministério Público abriu uma investigação, após o caso ter levantado suspeitas, tendo a criança sido retirada ao casal e levada para uma instituição para adoção.