terça-feira, 21 jul. 2026

GNR vai usar 28 drones com videovigilância para detetar incêndios florestais este verão

A GNR vai reforçar a vigilância florestal durante a época de incêndios com 28 drones equipados com câmaras de videovigilância. A corporação conta ainda com uma rede de 147 torres que monitorizam cerca de sete milhões de hectares em todo o país

A Guarda Nacional Republicana (GNR) prevê utilizar este ano 28 drones equipados com câmaras portáteis de videovigilância para reforçar a proteção florestal e a deteção precoce de incêndios rurais, num aumento face aos meios utilizados em 2025.

À agência Lusa, a GNR explica que dispõe de capacidade operacional para recorrer a sistemas de aeronaves não tripuladas em missões de vigilância do território, incluindo ações de monitorização e deteção de fogos rurais.

Segundo a corporação, os 28 equipamentos de videovigilância aérea poderão ser utilizados ao longo da época crítica de incêndios “sempre que as necessidades operacionais o justifiquem”.

A GNR revelou ainda que está a implementar, entre 1 de junho e 30 de setembro, uma diretiva operacional específica para as áreas afetadas pela tempestade Kristin, na região de Leiria.

O objetivo passa por reforçar as medidas de vigilância e deteção de incêndios rurais numa zona particularmente sensível devido aos danos provocados pelo fenómeno meteorológico.

No entanto, a Guarda esclarece que este plano não assenta sobretudo na utilização de drones, privilegiando antes o reforço das ações de patrulhamento móvel terrestre.

Rede nacional conta com 147 torres de vigilância

Além dos drones, a vigilância florestal em Portugal continua a assentar na Rede de Vigilância e Deteção de Incêndios, considerada pela GNR uma ferramenta essencial para a deteção precoce de fogos rurais.

Esta rede é composta por torres equipadas com câmaras de videovigilância operadas por diferentes entidades públicas e parceiros locais.

Atualmente, existem 147 torres de vigilância remota distribuídas por todo o território nacional.

Segundo a GNR, esta infraestrutura permite monitorizar cerca de sete milhões de hectares, cobrindo uma parte significativa das áreas florestais portuguesas.

A localização das torres foi definida com base em critérios técnicos e operacionais, privilegiando as áreas consideradas mais vulneráveis à ocorrência de incêndios rurais.

De acordo com a corporação, a instalação destes equipamentos teve em conta o histórico de ocorrências, os níveis de perigosidade e o risco associado a cada território.