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A Guarda Nacional Republicana (GNR) recebeu 15.546 denúncias ambientais durante o ano de 2025 através da Linha SOS Ambiente e Território, revelou esta sexta-feira a força de segurança, que aproveitou a celebração do Dia Mundial do Ambiente para reforçar o apelo à proteção da natureza e à adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis.
A GNR destacou que, ao longo do último ano, foram elaborados 6.798 processos-crime e levantados 20.535 autos de contraordenação relacionados com infrações ambientais.
Segundo um comunicado da Guarda, estes números refletem a persistência de comportamentos que continuam a ameaçar os recursos naturais e os ecossistemas.
“Estes resultados evidenciam a persistência de comportamentos que comprometem a conservação da natureza e a utilização sustentável dos recursos naturais, bem como a relevância do trabalho desenvolvido pela Guarda na defesa do ambiente”, refere a nota, citada pela agência Lusa.
No âmbito das ações de sensibilização, a GNR promoveu ainda 6.196 iniciativas de informação e educação ambiental, que envolveram 112.974 participantes em todo o país.
A força de segurança recorda que a proteção ambiental é uma responsabilidade coletiva e sublinha a importância da prevenção de situações de risco, da correta gestão de resíduos, do respeito pelos ecossistemas e da denúncia de práticas prejudiciais para o ambiente.
Entre as principais ameaças identificadas pela GNR continuam a destacar-se a degradação dos habitats naturais, a poluição, os incêndios rurais, o abandono indevido de resíduos e outras ações que colocam em risco a biodiversidade e a vida selvagem.
A Guarda relembra ainda que a Linha SOS Ambiente e Território, criada em 2002, funciona 24 horas por dia como canal oficial para denúncias ambientais em Portugal. As participações podem ser efetuadas através do telefone 808 200 520, por correio eletrónico ou através da plataforma digital disponibilizada pela GNR.
O Dia Mundial do Ambiente, assinalado anualmente a 5 de junho, procura sensibilizar cidadãos, empresas e entidades públicas para a necessidade de proteger os recursos naturais e promover práticas mais sustentáveis, num contexto marcado pelos desafios das alterações climáticas e da perda de biodiversidade.