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Seis novas espécies de aranhas, até agora desconhecidas para a ciência, foram identificadas na zona de Grândola, no Alentejo, por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A descoberta resulta de trabalhos de campo realizados entre 2024 e 2025 na Herdade da Ribeira Abaixo, uma estação de investigação associada à universidade.
Entre as espécies identificadas está uma aranha do género Scytodes, conhecida por “cuspir” teia com veneno para capturar presas.
Este género integra o grupo que serviu de inspiração para o Homem-Aranha, super-herói de banda desenhada criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962.
As restantes espécies distribuem-se por vários géneros: duas pertencem ao género Dysdera, conhecidas por se alimentarem de bichos-de-conta, e outras duas ao género Harpactea, mais pequenas e escuras.
Foi ainda identificada uma espécie do género Pelecopsis, caracterizada pelo comportamento de caça furtiva.
Trabalho científico ainda em curso
A investigação é liderada por Pedro Cardoso, do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C), em colaboração com o investigador Miguel Sousa.
As espécies ainda não foram formalmente batizadas, estando em curso um processo detalhado de descrição científica, que inclui medições, desenhos e comparação com literatura especializada.
Os cientistas admitem que a Serra de Grândola tenha funcionado como uma “ilha isolada” do ponto de vista ecológico, permitindo o desenvolvimento de espécies únicas.
A área é considerada particularmente rica em biodiversidade, com condições ideais para investigação científica, incluindo sensores ambientais e sistemas de captura de fauna para estudo.
As aranhas identificadas apresentam tamanhos que variam entre poucos milímetros e cerca de 15 milímetros, distinguindo-se por características como a disposição dos olhos e a morfologia das patas.