terça-feira, 18 ago. 2026

Fugiu do Hospital de Santarém durante a madrugada. Horas depois estava sentada num café da cidade

A mulher foi encontrada ainda com a roupa do hospital, depois de abandonar a unidade sem que sejam conhecidas as circunstâncias da saída. O episódio reacende o debate sobre a segurança e a vigilância de doentes vulneráveis.
Fugiu do Hospital de Santarém durante a madrugada. Horas depois estava sentada num café da cidade

Uma mulher que se encontrava a receber cuidados no Hospital Distrital de Santarém deixou a unidade hospitalar durante a madrugada de segunda-feira, 3 de agosto, tendo sido localizada apenas durante a manhã numa pastelaria situada no planalto da cidade.

Segundo o O Mirante, a utente, natural de Almeirim, foi encontrada numa zona próxima do Convento de São Francisco, mantendo ainda o vestuário da instituição. Até ao momento, não foram divulgadas oficialmente as circunstâncias em que conseguiu abandonar o hospital nem o seu estado clínico.

ULS garante que cumpriu os procedimentos internos

Questionada sobre o caso, a Unidade Local de Saúde da Lezíria afirmou à mesma publicação regional que a situação "foi tratada de acordo com os procedimentos internos em vigor".

A administração hospitalar acrescentou que, sempre que um utente abandona a unidade antes da conclusão da observação ou do tratamento, essa situação é registada no processo clínico e são desencadeadas as diligências consideradas adequadas.

Contudo, a resposta não esclarece como foi possível a utente abandonar o hospital ainda com vestuário da instituição, se a saída foi detetada pelos profissionais de saúde nem se foi desencadeada qualquer operação para a localizar.

Caso acontece poucos meses depois de outro episódio

Este não é o primeiro caso do género no Hospital Distrital de Santarém.

Há pouco mais de três meses, uma mulher de 83 anos, sobrevivente de um acidente vascular cerebral e com problemas cognitivos, também abandonou o Serviço de Urgência durante a madrugada, depois de arrancar um cateter. Acabou por ser localizada pelo filho, após um alerta dado por outro utente.

A sucessão destes episódios volta a levantar dúvidas sobre os mecanismos de vigilância e segurança destinados aos doentes mais vulneráveis.