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Os médicos portugueses Maria Beatriz Bartilotii Matos e Gonçalo Reis Dias, que integravam a Flotilha Global Sumud com destino a Gaza, já regressaram a Portugal após terem sido detidos pelas autoridades israelitas.
Os dois chegaram esta sexta-feira ao aeroporto do Porto, onde foram recebidos por vários apoiantes, e descreveram aos jornalistas aquilo que dizem ter vivido durante os dias de detenção.
Médicos denunciam agressões e humilhações
Maria Beatriz Bartilotii Matos confirmou as agressões visíveis nas imagens divulgadas esta semana pelo ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, alegando que os ativistas “foram espancados sistematicamente”.
A médica afirmou ainda que os membros da flotilha foram obrigados a permanecer ajoelhados durante várias horas e referiu que alguns ativistas terão sido baleados.
“Apesar de tudo tive sorte porque não levei nenhum tiro e não parti nenhum braço”, declarou.
Também Gonçalo Reis Dias denunciou episódios de violência física durante a detenção.
Segundo o médico português, elementos israelitas terão desferido cotoveladas e utilizado os canos das armas para agredir alguns dos ativistas.
Portugueses regressaram via Turquia
Os dois portugueses saíram de Israel na quinta-feira e seguiram para Istambul, na Turquia, onde aguardaram ligação aérea para o Porto.
O caso tinha gerado preocupação em Portugal ao longo dos últimos dias. Na quarta-feira, o Presidente da República, António José Seguro, recebeu os pais dos dois profissionais de saúde.
A embarcação em que seguiam fazia parte de uma missão internacional de apoio humanitário com destino à Faixa de Gaza.