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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu, esta quarta-feira, a demissão do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, considerando que o o ministro é o principal responsável pelo "caos" que marcou a realização e a correção dos exames nacionais deste ano.
"O ministro, perante o que tem acontecido, (...) não tem condições para exercer a função de ministro da Educação", afirmou Francisco Gonçalves, um dos secretários gerais da Fenprof, em conferência de imprensa, no Porto, citado pela agência Lusa.
A estrutura sindical defendeu que os problemas registados nas últimas semanas não constituem um episódio isolado, mas o resultado de opções políticas adotadas pelo Ministério da Educação ao longo dos últimos dois anos.
Na posição tornada pública, a FENPROF considera que a situação vivida durante o processo de exames demonstra uma fragilização do sistema educativo e critica a alteração do processo de classificação dos exames.
"Especialistas na área dizem que foi um processo feito com amadorismo e sem um plano de contingência. E os resultados estão à vista. E atenção: vamos ter, de certeza, o pedido de reapreciação de milhares de provas. Falamos aqui no dilatar de prazos, a 17 de julho ou 20 de julho, o processo não estará concluído”, acrescentou José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof.
Pela primeira vez este ano as provas dos 11.º e 12.º anos estão a ser corrigidas em formato digital. Continuam a ser feitas em papel, mas são digitalizadas e distribuídas pelos professores classificadores, que nas últimas semanas têm denunciado falhas técnicas, atrasos e erros na digitalização. Situação que levou o Governo a alterar o calendário da segunda fase dos exames nacionais.
Os encarregados de educação já reagiram e criaram uma petição pública, na qual pedem a anulação dos exames nacionais de 2026, defendendo que os alunos não podem ser penalizados por problemas técnicos alheios ao seu desempenho. A petição já conta com mais de 8000 assinaturas.