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A A22, Via do Infante, tem registado um aumento significativo do tráfego desde o fim das portagens, uma mudança que está também associada a um crescimento da sinistralidade rodoviária na principal autoestrada algarvia.
Segundo dados da Guarda Nacional Republicana (GNR) disponibilizados à agência Lusa, no ano passado, dos 355 acidentes rodoviários registados resultaram 105 vítimas, mais 58 do que em 2024.
Em 2025, quando entrou em vigor a abolição de portagens, foram registados mais 139 acidentes do que em 2024, tendo sido contabilizadas 216 ocorrências, refere a força de segurança.
Apesar da subida do número de acidentes e de feridos graves, que passaram de três para 14, não se registaram vítimas mortais no ano passado, ao contrário de 2024, ano em que ocorreram duas mortes.
O número de feridos ligeiros aumentou de 87 para 148, refere, ainda, aquela corporação.
O aumento do fluxo automóvel está também a ser acompanhado por um crescimento do número de acidentes.
O equilíbrio entre acessibilidade e segurança surge assim como um dos principais desafios na gestão da Via do Infante após a mudança de modelo.