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Dois homens ficaram em prisão preventiva por suspeitas da prática, em coautoria, de pelo menos um crime de burla qualificada e violência doméstica contra o pai de um deles, após alegadamente terem simulado um rapto para extorquir dinheiro à vítima
Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), a detenção em flagrante delito ocorreu na passada quarta-feira, cerca das 19h00, em Vila Franca de Xira.
Idoso recebeu ameaças de falso rapto
A investigação teve início depois de um idoso contactar a PSP para denunciar que estava a receber telefonemas de um desconhecido que afirmava ter raptado o seu filho e exigia o pagamento de dinheiro para garantir a sua libertação.
Face à gravidade das ameaças, a PSP prestou acompanhamento permanente à vítima enquanto decorria a negociação com os suspeitos e desenvolveu várias diligências de investigação.
Os agentes acabaram por localizar o alegado autor das chamadas na companhia do filho da vítima, quando ambos tentavam recolher o dinheiro exigido ao idoso.
Filho participou no esquema
Segundo a PSP, foi possível apurar que os dois suspeitos tinham montado um plano para criar um falso cenário de rapto e de perigo de vida, com o objetivo de convencer o pai de um deles a entregar uma quantia em dinheiro.
Quando foram intercetados pelas autoridades, os suspeitos já tinham conseguido concretizar o esquema, uma vez que a vítima tinha efetuado o pagamento exigido.
A quantia foi, no entanto, recuperada pela PSP.
De acordo com a investigação, o dinheiro destinava-se a ser utilizado pelo filho da vítima para liquidar uma dívida que tinha contraído.
Suspeitos têm antecedentes criminais
A PSP refere ainda que os dois detidos possuem um vasto historial de crimes contra a propriedade.
Após serem presentes ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca de Lisboa Norte para primeiro interrogatório judicial, foi-lhes aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Em comunicado, citado pela agência Lusa, a PSP sublinha que esta intervenção permitiu proteger uma vítima particularmente vulnerável de uma situação de forte pressão e coação psicológica.
"Com esta detenção a PSP não tem dúvidas de que conseguiu dar resposta a um cenário que expunha uma vítima vulnerável a uma situação de pressão e coação psicológica que poderia ter causado um alarmismo mais gravoso caso não tivesse sido debelado", refere a autoridade.