quinta-feira, 05 mar. 2026

FERTI$CAN: Novo diagnóstico de infertilidade masculina promete otimizar escolhas de tratamentos para casais

O projeto visa preencher uma lacuna nos diagnósticos atuais que, geralmente, se baseiam numa "análise básica", que não identifica as causas de infertilidade.
FERTI$CAN: Novo diagnóstico de infertilidade masculina promete otimizar escolhas de tratamentos para casais

É uma iniciativa portuguesa, na Universidade de Aveiro, e visa desenvolver um novo método para diagnosticar a infertilidade masculina. O objetivo é otimizar a escolha de terapias reprodutivas para casais, de acordo com o que revelou fonte académica à Agência Lusa.

“FERTI$CAN” é o nome do projeto que, através da identificação de biomarcadores, como proteínas e ácidos ribonucleicos (presentes nos espermatozóides e diretamente relacionados com a fertilidade), avalia a qualidade funcional do homem.

O projeto visa preencher uma lacuna nos diagnósticos que, geralmente, se baseiam numa "análise básica do sémen", que avalia parâmetros como a concentração, mobilidade e viabilidade dos espermatozóides. Segundo a universidade, em cerca de 30% dos casos, os exames que são agora feitos apresentam resultados ditos "normais", não sendo sempre capazes de identificar a causa da infertilidade para um tratamento mais direcionado.

“É precisamente neste grupo de situações de causa desconhecida que o FERTI$CAN pretende intervir”, explica a coordenadora do projeto, Joana Santiago, docente do Departamento de Ciências Médicas e também investigadora no Instituto de Biomedicina (iBiMED) da Universidade de Aveiro.

“Se soubermos que uma proteína essencial à fertilização está ausente nos espermatozoides de um indivíduo, conseguimos prever que a gravidez natural será improvável, permitindo encaminhar o casal para uma técnica como a fertilização in vitro, com maior probabilidade de sucesso”, acrescenta Joana Santiago.

O projeto conta com a participação das investigadoras Margarida Fardilha e Teresa Herdeiro, do estudante do Programa Doutoral em Biomedicina Pedro Corda e da estudante do Mestrado em Bioquímica Vanessa Bowen. O estudo conta ainda com a colaboração de especialistas das Unidades Locais de Saúde da Região Aveiro e de Gaia e Espinho.

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