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A Federação Portuguesa pela Vida defende que o incidente ocorrido durante a Marcha pela Vida, em Lisboa, deve ser classificado como um ato terrorista e investigado como tal pelas autoridades.
Em comunicado, a organização afirma não ter dúvidas sobre a gravidade do caso, referindo que “perante os dados apurados, um ato planeado por um grupo de pessoas, que por razões políticas procuram atacar alvos que causem impacto, não nos restam dúvida, que estamos diante de um ato terrorista”.
O episódio ocorreu no dia 21 de março, após a chegada da marcha ao Parlamento, em São Bento, onde participavam milhares de pessoas. Segundo a mesma nota, “um grupo de pessoas aproximou-se do palco com uma atitude provocadora” e levava consigo uma caixa.
Cerca de uma hora depois, quando ainda permaneciam no local centenas de participantes, “um dos elementos retirou da referida caixa um dispositivo incendiário”, tendo corrido em direção ao palco, onde estavam “famílias, jovens, crianças e bebés”, tentando acionar o engenho antes de o arremessar.
De acordo com a Federação, “a ignição falhou, embora o combustível utilizado no dispositivo tenha ensopado várias pessoas, incluindo dois bebés”. O suspeito foi detido pela Polícia de Segurança Pública, enquanto os restantes elementos do grupo fugiram.
A organização sublinha que “não tivesse a ignição falhado e estaríamos hoje a falar da morte de crianças e bebés”, considerando que existiu uma tentativa de ataque planeado contra um evento público.
Perante o sucedido, a Federação pela Vida pede que “este ataque seja tratado pelas autoridades como o ato de terrorismo que é” e defende que “é urgente que sejam investigados todos os que a ele estiveram ligados”.
No comunicado, a entidade acrescenta ainda que, “caso se venha a provar a ligação entre os atacantes e alguma organização política, esta seja declarada organização terrorista”, ao abrigo da lei em vigor.
A organização anunciou também que irá solicitar audiências ao Ministério da Administração Interna e ao Ministério Público, além de admitir constituir-se assistente no processo judicial.