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A febre aftosa (FA), doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, ovinos, caprinos e suínos, registou uma escalada na Europa, com novos focos confirmados na Grécia e no Chipre. A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) apelou ao reforço imediato das medidas preventivas para conter a propagação do vírus.
A 15 de março foi detetado um foco de FA na ilha de Lesvos, na Grécia, numa exploração de bovinos e ovinos com 288 animais. Trata-se da primeira ocorrência na ilha desde 1994. Foram aplicadas medidas de controlo rigorosas, incluindo o abate dos animais infetados.
Na República do Chipre, a doença foi confirmada na região de Larnaca, com 42 focos registados até ao momento. As autoridades implementaram vacinação de emergência e reforçaram medidas de biossegurança nas explorações.
O vírus da febre aftosa circula na Turquia, país com fronteira direta com a União Europeia, representando um fator adicional de risco para os Estados-membros. Desde 2025, focos da doença foram reportados em países como Irão, Iraque, Líbano, além de diversas regiões de África, Médio Oriente e Ásia.
Reforço das medidas preventivas
A DGAV sublinha que produtores, veterinários, transportadores, industriais e comerciantes devem intensificar medidas preventivas, incluindo:
Limpeza e desinfeção rigorosa de veículos e navios que transportem animais;
Proibição da alimentação com lavaduras e restos de cozinha;
Destruição de subprodutos de animais;
Evitar que restos de comida fiquem acessíveis a javalis;
Comunicação imediata de qualquer suspeita ou ocorrência de FA à DGAV.
Sintomas e consequências
A febre aftosa pode provocar nos animais:
Diminuição da produção de leite;
Falta de apetite e abortos;
Morte súbita;
Vesículas (bolhas) na língua, gengivas, bochechas, lábios, tetas e narinas;
Estrias cinzentas ou amarelas no coração.
Não existe tratamento específico para a doença e a vacinação é proibida na União Europeia, exceto em situações de emergência.
A DGAV alerta para a necessidade de vigilância reforçada, sublinhando que a contenção da doença depende da cooperação de todos os agentes da cadeia pecuária e do cumprimento rigoroso das normas de biossegurança.