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Vítimas e familiares afetados pelo descarrilamento do elevador da Glória afirmam que o contacto com a Câmara Municipal de Lisboa foi praticamente inexistente ao longo dos últimos 12 meses. Segundo a carta aberta, para muitas famílias, o único contacto direto da autarquia foi o convite para a inauguração do memorial.
“Um ano depois, continuamos à espera de respostas, apoio e responsabilização”, escrevem.
As famílias reconhecem que as investigações ainda estão em curso, mas defendem que isso não impede uma maior comunicação e transparência.
“É difícil não sentir que fomos esquecidos”, referem.
Moedas responde
Questionado sobre as críticas, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, garantiu que a autarquia tem acompanhado a situação.
“Não me levem a mal, eu percebo as perguntas […] as respostas têm sido dadas. A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente”, afirmou.
O memorial foi inaugurado junto à Calçada da Glória e é composto por uma oliveira com 150 anos rodeada por 16 blocos de calcário com os nomes das vítimas.
Um ano depois, apenas quatro dos 40 processos de indemnização relativos a familiares das vítimas mortais e sobreviventes estavam concluídos. As investigações do GPIAAF e do Ministério Público continuam em curso, com conclusões previstas “até ao final do primeiro trimestre de 2027”.