terça-feira, 08 set. 2026

Famílias das vítimas do elevador da Glória dizem sentir-se “esquecidas” pela Câmara de Lisboa

Um ano depois da tragédia que matou 16 pessoas e deixou 24 feridos, vítimas e familiares dizem continuar à espera de respostas, apoio e responsabilização. Numa carta aberta, apontam o que consideram ter sido um ano marcado pelo silêncio e pela falta de contacto com a Câmara de Lisboa.
Famílias das vítimas do elevador da Glória dizem sentir-se “esquecidas” pela Câmara de Lisboa

Vítimas e familiares afetados pelo descarrilamento do elevador da Glória afirmam que o contacto com a Câmara Municipal de Lisboa foi praticamente inexistente ao longo dos últimos 12 meses. Segundo a carta aberta, para muitas famílias, o único contacto direto da autarquia foi o convite para a inauguração do memorial.

“Um ano depois, continuamos à espera de respostas, apoio e responsabilização”, escrevem.

As famílias reconhecem que as investigações ainda estão em curso, mas defendem que isso não impede uma maior comunicação e transparência.

“É difícil não sentir que fomos esquecidos”, referem.

Moedas responde

Questionado sobre as críticas, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, garantiu que a autarquia tem acompanhado a situação.

“Não me levem a mal, eu percebo as perguntas […] as respostas têm sido dadas. A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente”, afirmou.

O memorial foi inaugurado junto à Calçada da Glória e é composto por uma oliveira com 150 anos rodeada por 16 blocos de calcário com os nomes das vítimas.

Um ano depois, apenas quatro dos 40 processos de indemnização relativos a familiares das vítimas mortais e sobreviventes estavam concluídos. As investigações do GPIAAF e do Ministério Público continuam em curso, com conclusões previstas “até ao final do primeiro trimestre de 2027”.