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O movimento cívico MetaPROF criou uma Bolsa de Reapreciação para apoiar os alunos que pretendam pedir a revisão dos exames nacionais. A partir desta segunda-feira, 32 professores estarão disponíveis nas respetivas escolas para prestar esclarecimentos e acompanhar os estudantes num processo marcado por atrasos, falhas técnicas e sucessivas alterações às classificações.
Em comunicado, o movimento explica que, nos últimos dias, recebeu centenas de mensagens de alunos e encarregados de educação a pedir ajuda, sobretudo relacionadas com os processos de reapreciação das provas e com a inscrição na segunda fase dos exames nacionais.
Professores vão apoiar alunos nas escolas
Segundo o MetaPROF, os docentes que integram esta bolsa prestarão apoio direto aos estudantes nas escolas onde lecionam, ajudando a interpretar as classificações e a preparar eventuais pedidos de reapreciação.
O movimento refere que a iniciativa foi criada "em tempo recorde, sem qualquer subsídio, sem apoio institucional de qualquer espécie e sem o reconhecimento das entidades tutelares", considerando tratar-se de uma resposta da comunidade docente às dificuldades verificadas durante todo o processo.
Movimento pede acesso às provas e às classificações detalhadas
O MetaPROF recomenda que todos os alunos e respetivas famílias se desloquem às escolas para solicitar o acesso à prova integral e à classificação discriminada por cada item, defendendo que essa informação é essencial para avaliar a necessidade de pedir a reapreciação do exame.
O movimento alerta ainda os estudantes para voltarem a consultar as pautas esta segunda-feira, uma vez que poderão ter ocorrido alterações às classificações entretanto divulgadas.
"Nenhum resultado pode ser dado como seguro", sustenta o comunicado.
Críticas ao Ministério da Educação
O MetaPROF considera que os problemas registados na correção digital dos exames comprometeram a confiança no processo de avaliação.
O movimento refere que o EduQA reconheceu um erro informático na primeira remessa de classificações enviada às escolas e diz ter recebido relatos de professores que terão corrigido provas incompletas, por falta de páginas digitalizadas, situação que terá levado à revisão posterior de algumas notas.
Além disso, lembra que cerca de 1.400 exames surgiram inicialmente identificados como suspensos, deixando muitos alunos sem conhecer a classificação numa fase decisiva para a inscrição na segunda fase dos exames nacionais e para as candidaturas ao Ensino Superior.
Ministério fala ao país esta segunda-feira
Face à polémica em torno da divulgação das classificações, o Ministério da Educação anunciou para esta segunda-feira uma conferência de imprensa do ministro Fernando Alexandre e do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, destinada a esclarecer os problemas registados durante o processo.
A generalização da correção digital dos exames nacionais, implementada este ano, ficou marcada por sucessivos constrangimentos técnicos que obrigaram ao adiamento do calendário inicialmente previsto e provocaram atrasos na divulgação das notas.