Os alunos dizem estar mais motivados e a aprenderem melhor desde que as escolas passaram a ter mais autonomia e flexibilidade para gerir os currículos do ensino básico e secundário, mas gostavam de participar mais nas decisões pedagógicas.
stas são algumas das conclusões de um estudo realizado por uma equipa de investigadores que avaliou os impactos do diploma sobre Autonomia e Flexibilidade Curricular (AFC) e concluiu que a mudança foi "globalmente muito positiva" nas práticas pedagógicas, na avaliação e nos modos de organização das escolas, de acordo com a agência Lusa.
O decreto-lei de 2018 veio reforçar a capacidade das escolas para adaptar o currículo às necessidades dos seus alunos e dos territórios em que se inserem, permitindo práticas pedagógicas centradas no aluno, mais colaborativas e interdisciplinares.
Os investigadores analisaram as respostas de mais de 38 mil estudantes e muitos mostraram-se satisfeitos: “Afirmam ter aumentado a sua motivação, ter aprendido melhor e mais do que em anos anteriores” e também sentiram “melhorias na forma como aprendem e aplicam os conteúdos”, lê-se no estudo hoje apresentado no Teatro Thalia, em Lisboa.
O estudo teve também por base a opinião de mais de seis mil professores e de 456 diretores, que reconheceram uma mudança nas escolas desde 2018.