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Quatro agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) ficaram, esta segunda-feira, em prisão preventiva no âmbito da investigação aos alegados casos de tortura, agressões e abusos ocorridos na esquadra do Rato, em Lisboa.
A decisão foi conhecida após os interrogatórios judiciais realizados no Campus de Justiça de Lisboa, depois do Ministério Público (MP) ter pedido a medida de coação mais gravosa para quatro dos 14 agentes detidos na mais recente fase da operação. O MP pediu, também, prisão domiciliária para três dos arguidos e suspensão de funções para os restantes.
Segundo o MP, os polícias são suspeitos de vários crimes, incluindo tortura, ofensas à integridade física, abuso de poder e falsificação de documentos, relacionados com alegadas agressões a civis levados para as esquadras do Rato e do Bairro Alto.
As investigações apontam para episódios ocorridos entre 2024 e 2025, envolvendo detenções em contexto policial. Algumas das alegadas agressões terão sido filmadas e partilhadas em grupos privados nas redes sociais.
No total, esta operação levou à detenção de 15 polícias e um civil ligado à segurança privada, embora um dos agentes e o civil tenham entretanto sido libertados.