quarta-feira, 13 mai. 2026

Espanha aceita receber cruzeiro com surto de hantavírus nas Canárias

Registadas três mortes, há dois casos confirmados e cinco suspeitos entre os passageiros. A bordo, está pelo menos um português, membro da tripulação. Vírus é geralmente transmitido por roedores, mas não encontraram ratos a bordo.
Espanha aceita receber cruzeiro com surto de hantavírus nas Canárias

Espanha aceitou receber o navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus detetado nas Ilhas Canárias, confirmou esta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa, numa altura em que cresce a preocupação em torno da situação sanitária a bordo. O surto já terá provocado três mortes, segundo a informação avançada pelas autoridades internacionais.

OMS fala em investigação exaustiva

A diretora de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, detalhou as próximas etapas que serão adotadas assim que o navio chegar a território espanhol.

“Estamos a colaborar com as autoridades espanholas, que afirmaram que irão receber o navio para realizar uma investigação completa, uma investigação epidemiológica exaustiva, uma desinfeção total do navio e, claro, para avaliar o risco dos passageiros que se encontram a bordo”.

Suspeitas de transmissão entre passageiros

De acordo com Maria Van Kerkhove, não existem indícios da presença de ratos a bordo, o que afasta, para já, o cenário mais habitual de transmissão associado ao hantavírus.

A responsável da OMS adiantou que a hipótese mais forte neste momento aponta para transmissão entre pessoas que mantiveram contacto próximo durante a viagem.

As autoridades admitem ainda que o primeiro caso possa ter sido infetado antes do embarque no cruzeiro, que se encontra atualmente ancorado ao largo da costa de Cabo Verde.

Situação a bordo

Segundo os dados mais recentes divulgados pela OMS, o balanço conhecido é o seguinte:

  • Dois casos confirmados em laboratório

  • Cinco casos suspeitos entre os passageiros

  • Três mortes associadas ao surto

As autoridades de saúde espanholas deverão agora concentrar-se em identificar a origem da infeção, avaliar a extensão da transmissão e determinar o risco real para todos os passageiros e tripulantes.