segunda-feira, 17 ago. 2026

Escola da Maia encerra devido a infestação de pulgas. Câmara aguarda autorização para desinfestar casa apontada como foco

Escola Básica do Paço, em Águas Santas, foi encerrada temporariamente por razões de saúde pública. Autarquia diz que a eliminação definitiva da infestação depende de uma intervenção numa habitação vizinha, que aguarda autorização judicial
Escola da Maia encerra devido a infestação de pulgas. Câmara aguarda autorização para desinfestar casa apontada como foco

A Escola Básica do Paço, em Águas Santas, no concelho da Maia, foi encerrada temporariamente devido a uma infestação de pulgas na zona envolvente, anunciou esta terça-feira a Câmara Municipal, que aguarda autorização judicial para intervir numa habitação identificada como o provável foco do problema.

Segundo a autarquia, os cerca de 50 alunos inscritos nas atividades de julho do Programa Educação em Férias foram transferidos para a Escola Básica de Parada, garantindo a continuidade das atividades em condições de segurança.

De acordo com os relatórios do Delegado de Saúde Coordenador, datados de 17 e 20 de julho, existe uma habitação nas imediações da escola considerada "o mais provável foco da infestação", sendo a respetiva desinfestação considerada indispensável para eliminar o problema e evitar novos surtos.

Câmara já realizou várias ações de desinfestação

O município refere que, em articulação com a Autoridade de Saúde, foram realizadas várias ações de desinfestação na via pública, nos espaços exteriores da escola, num dos edifícios escolares e noutras zonas consideradas prioritárias.

No entanto, a autarquia sublinha que estas intervenções não serão suficientes enquanto não for possível atuar na habitação identificada como origem mais provável da infestação.

Município aguarda decisão do Ministério Público

A Câmara da Maia explica que a entrada na habitação depende de autorização judicial, devido ao princípio constitucional da inviolabilidade do domicílio.

Por esse motivo, a autarquia entregou ao Ministério Público, nos dias 20 e 21 de julho, toda a documentação necessária para que fosse promovida, com caráter de urgência, uma providência cautelar que permita o acesso ao imóvel por parte da Autoridade de Saúde, dos serviços municipais e da empresa responsável pela desinfestação.

Sem resposta até ao momento, o município voltou esta terça-feira a pedir uma intervenção urgente, alertando que a impossibilidade de atuar no alegado foco da infestação compromete a eficácia das operações já realizadas e prolonga o risco para a saúde pública.

Solução temporária para a residente já está preparada

A autarquia revelou ainda que foi assegurada uma solução de acolhimento temporário para a residente da habitação durante o período necessário à intervenção.

Segundo o município, estão reunidas todas as condições logísticas para que a operação seja executada de imediato, assim que exista autorização judicial.

A Câmara da Maia garante que os serviços municipais estão preparados para avançar com a desinfestação logo que recebam a autorização do tribunal.