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O desaparecimento do empresário madeirense num rio na África do Sul revelou-se agora a mais um passo da resolução: o corpo de Gabriel Batista foi encontrado dentro de um crocodilo.
Um familiar do empresário contou ao Jornal da Madeira que a angústia tem assombrado a sua família. Gabriel, de 59 anos, estava desaparecido desde o dia 27 de abril quando, de acordo com o familiar, terá seguido de noite para o hotel do qual era proprietário, em Komatipoort, África do Sul, onde vivia desde 1975. Ao travessar um pontão submerso, foi surpreendido pela violência das águas do rio Komati, característico pela quantidade de crocodilos que nele existem.
A polícia sul-africana realizou buscas durante uma semana após o desaparecimento, quando localizaram um crocodilo de grandes dimensões, com 600 quilos de acordo com o mesmo jornal, imóvel numa ilhota fluvial. Segundo as autoridades, o animal tinha o abdómen "invulgarmente distendido".
Após a autorização para abater o animal, o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS) iniciou uma operação de alto risco: o crocodilo foi suspenso através de um arnês preso a um helicóptero que sobrevoava o rio. Foi posteriormente transportado para o Parque Nacional Kruger, onde foi aberto: foi, então, encontrado um dedo com um anel, que alegadamente pertence a Gabriel Batista, reforçando a tese das autoridades.
Neste momento, a polícia sul-africana está a realizar testes de ADN para confirmar se os restos mortais encontrados dentro do crocodilo correspondem com o madeirense.
Além dos restos mortais, foram ainda encontrados seis pares de sapatos, desde chinelos a ténis e sandálias, além de um par de saltos altos, que não pertencem ao empresário. Estes materiais estariam dentro do animal há muito tempo, uma vez que os crocodilos não conseguem digerir este tipo de materiais.
Posto isto, as autoridades estão não só a investigar o caso de Gabriel Batista, mas também possíveis resoluções semelhantes para outros desaparecimentos na mesma região.