A EMEL costuma ser o pesadelo de muitos lisboetas no momento em que estacionam o carro nas ruas da capital. E a novidade não é que irá acabar: vai apenas passar totalmente para o espaço digital.
De acordo com o noticiado pelo jornal Público, o objetivo a médio/longo prazo será substituir o pagamento do parquímetro em moedas, que prevaleceu durante mais de três décadas, pelo pagamento através da aplicação móvel da EMEL. Na prática, isto já é o que a maioria dos lisboetas fazem pela praticidade: em 2025, 74% dos pagamentos de estacionamento na via pública foram feitos pelo digital, segundo o mesmo jornal.
O objetivo inicial será lançar um "projeto-piloto" apenas numa zona específica da cidade para testar a viabilidade da proposta, zona essa que ainda não foi definida.
Além da modernização do sistema, a EMEL reconhece a dificuldade em manter e preservar os 3816 parquímetros espalhados pela capital. Desde 2020, foram registados 3400 atos de vandalismo nestas máquinas, o que impacta diretamente o seu bom funcionamento. Ao útil junta-se o agradável e, além de os utilizadores terem demonstrado grande adesão à aplicação, este é um método que reduz os custos com manutenção.
Talvez ainda não tenha reparado, mas esta mudança já começou a acontecer: desde 2024, foram retirados cerca de 225 parquímetros em vários pontos da cidade.
Por enquanto, espera-se que os parquímetros físicos tenham os dias contados: mas não se esqueça de continuar a colocar o dinheiro na aplicação.